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Não percamos da mente: quem faz o País é a gente!

Dulce Kernbeis
| Tempo de leitura: 2 min

Prometi a mim mesma (e de público!) que não iria falar nada sobre eleições desta vez. Tal qual a promessa de emagrecer no início de cada ano (de novo!) não consegui cumprir. Mas fiz um único artigo, comentário, sobre as eleições a presidente. O que escrevi foi antes de saber o resultado. Mas tanta gente gostou (não se envaideça, dona Dulce!) que resolvi compartilhar com o leitor. Vamos por partes:
1) Sobre escândalos e roubalheiras: há mais verdades ocultas nos porões da nossa história política que imagina nossa vã filosofia.
2) Não sejamos ingênuos: os mandatários sabem. Em Brasília, em São Paulo, em Bauru. Eles sempre sabem.
3) Como em toda regra há exceção, há os que não sabem. São minoria.
4) Penso que mesmo que não saibam, nem foram coniventes, ainda assim erraram. Erraram na escolha de quem comete deslizes, falcatruas em seu nome.
5) Na minha humilde concepção quem nomeia aquele que mancha o nome da instituição deveria tirar o time de campo. Puniria, claro, o tal amigo traidor. E se demitiria por vergonha alheia.
6) Não acreditava e que se Dilma fosse reeleita viesse uma catástrofe. Ainda não acredito.
7) Como também não acreditava que se Aécio ganhasse viria a grande mudança que queremos. Nem o começo dela.
8) O governo do PT tinha tudo para avançar na construção de um grande País. E não o fez.
9) O PT fez um belo programa de transferência de renda. Transferência não é geração. Essa é a diferença!
10) O modelo econômico que aí está esvaziou...
11) É preciso crescer, produzir. Nosso mundo contemporâneo não conhece modelo melhor de desenvolvimento que o através da produção.
12) É a partir do crescimento que se cria condições para a não concentração de renda.
13) O x da questão é ter o que comer, produzir o que se come. Com a barriga vazia, com fome, qualquer um perde o tino, a razão.
Para finalizar, concluía eu (algo que nenhum dos candidatos nos premiou, com essa visão que é o que eu gostaria que alguém tivesse e levasse a fundo essa bandeira): "É preciso tomar o lugar que nos cabe como celeiro do mundo. Produzir comida e vender o excedente para quem precisa, quer e pode comprar. Com esse dindim, com os bolsos e barrigas cheias, daí sim, comprar quantos brinquedinhos o resto do mundo criar. Aliás, criem à vontade, nós gostamos, dos carros confortáveis, dos computadores de última geração, das roupas e perfumes importados... Criem, mas com a barriga cheia do que nós produzimos. E contra barriga cheia não há argumentos". E tal qual um quadrinho que vi no Facebook ? para finalizar: "É preciso ter sempre na mente de que quem faz o País é a gente!"

A autora é jornalista, repórter do JC

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