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Projeto da Arena Bauru está definido

Thiago Navarro
| Tempo de leitura: 4 min

Imagem/Arqmundo

Imagem desenhada mostra como seria o ginásio externamente

Foi divulgado, na tarde de ontem, o vencedor do concurso da Associação dos Engenheiros, Arquitetos e Agrônomos (Assenag) para a escolha de um projeto da futura Arena Poliesportiva de Bauru, que será construída na avenida Nações Unidas Norte, ocupando boa parte do futuro Parque Água do Castelo. O projeto desenvolvido pelo arquiteto Cláudio Antonio Berriel Ricci foi o escolhido, e levou como prêmio R$ 80 mil. O projeto executivo ainda será elaborado e entregue à Secretaria Municipal de Esportes até o início de 2015.

Ricci comenta como desenhou o projeto que foi eleito como vencedor, entre seis concorrentes. “Havia um programa mínimo e nós completamos, procurando ocupar a área disponível com a topografia existente. Serão 2.500 vagas de automóvel, local para ônibus, o espaço do ginásio em si terá 8 mil metros quadrados, incluindo arquibancada, vestiários, sanitários, praça de alimentação. Há a preocupação com a evacuação de pessoas e com a acessibilidade, que será completa”, pontua.

O arquiteto ressalta ainda que a entrada de imprensa e a de atletas serão separadas do público em geral. “O intuito é que não haja choque de fluxos. Será um prédio simples e ecologicamente correto, que prevê a utilização de água para reuso, ventilação constante e coletores solares para uso interno. É um projeto pré-moldado e fechado com placas, até para haver menos desperdício em obras, e a iluminação será toda em LED, pois consome menos energia”, resume.

O formato do ginásio será retangular. “A opção foi por linhas retas, sem muitas curvas, no máximo chanfradas”, cita Ricci. A Arena terá 5 mil lugares, todos com cadeiras, já prevendo também assentos para obesos e local para portadores de deficiência. A área total destinada à Arena, contando estacionamento, será de 100 mil metros quadrados e o custo da obra é estimado entre R$ 15 e R$ 20 milhões. Serão contempladas medidas oficiais de todas as modalidades ‘indoor’, como vôlei, basquete, futsal e handebol.

Algo que também agradou foi o placar eletrônico no centro do ginásio, com visão para os quatro lados. Só há algo assim no Pedrocão, em Franca.

A comissão julgadora do concurso foi formada pelo engenheiro Clóvis Simão, arquiteto Paulo Burgo (representante da Assenag), Roger Barude (Semel), Vitor Jacob e Guerrinha (ambos representando a Paschoalotto Serviços Financeiros). A Paschoalotto foi a empresa que patrocinou o concurso, fornecendo o valor pago ao projeto que se sagrou vitorioso.

Em Brasília

Para viabilizar a obra, será necessário buscar recursos junto ao Ministério do Esporte. As conversas devem ser iniciadas ainda neste ano, em dezembro, estima o secretário municipal de Esportes, Roger Barude Camargo – a Semel vai aguardar o fim dos Jogos Abertos do Interior para se dedicar com mais profundidade ao tema.

“Bauru recebeu eventos esportivos importantes nos últimos anos, sendo duas vezes sede dos Jogos Abertos (foi em 2012 e será em novembro deste ano de novo). Seria um objetivo muito grande conseguir entregar um ginásio desse porte até o final de 2016. Em dezembro, vamos levar uma parte desse projeto a Brasília, até para ganhar tempo. Há trâmites burocráticos, pois seria uma verba carimbada e tem de fazer convênio com a Caixa, mas se os recursos forem liberados, a licitação pode ser em 2015”, explica o titular da Semel. 

O vencedor do concurso entregará os projetos arquitetônico e executivo à Prefeitura de Bauru para que o mesmo seja apresentado ao Ministério do Esporte. “É como nascer um filho. Está engatinhando. Agora estamos querendo que fique em pé”, compara Barude.


Sucesso

Atualmente, o maior ginásio de Bauru é particular. A ‘Panela de Pressão’ pertence ao Esporte Clube Noroeste, e foi inaugurada em 1956, para a edição dos Jogos Abertos daquele ano, a primeira que Bauru sediou. Com capacidade para pouco mais de 2 mil pessoas, ficou pequeno para demandas atuais. “Amanhã (hoje) teremos jogo de final do Campeonato Paulista em Bauru, e o número de ingressos acaba sendo limitado. Certamente se tivéssemos um ginásio para 5 mil pessoas, estaria lotado em uma partida como essa”, comenta Vitor Jacob, gestor do Paschoalotto/Bauru Basket.

“Fico feliz pois será a concretização de um sonho meu e do basquete. Será um ginásio para atender todo o esporte de Bauru, em suas várias modalidades, e existe verba junto ao Ministério do Esporte, porém havia a dificuldade de projetos. Agora, junto com o poder público, vamos correr atrás de verba para viabilizar no prazo mais curto possível”, acrescenta Jacob.

O presidente da Assenag de Bauru, Eduardo Gomes Pegoraro, comemorou o sucesso da iniciativa. “Bauru hoje está muito bem servida de arquitetos e engenheiros. A gente às vezes não tem dimensão da credibilidade da entidade. O valor do prêmio é praticamente simbólico, pois o projeto é de 4,5% a 5% de uma obra. A Arena está estimada em cerca de R$ 20 milhões, então o custo para a prefeitura seria de R$ 900 mil a R$ 1 milhão”, comenta.

“Tivemos projetos excelentes, de nível altíssimo”, lembra Pegoraro. No dia 5 de novembro, haverá a homologação e premiação do projeto vencedor, do arquiteto Cláudio Ricci, com posterior exposição. Seis projetos concorreram e eles foram numerados e classificados pela comissão julgadora. Só após a escolha é que os nomes dos projetistas foram revelados.

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