Regional

PF faz busca para apurar pedofilia

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 2 min

Policiais federais de Bauru cumpriram ontem mandado de busca na residência de um morador de Pirajuí (58 quilômetros de Bauru) investigado por suspeita de pedofilia. As diligências integram a Operação Infância Segura II, deflagrada pela Delegacia de Polícia Federal de Uberlândia, Minas Gerais, com objetivo de combater a disseminação da pornografia infantil na Internet.

A PF não divulgou o nome do morador de Pirajuí alegando que a natureza do crime demanda sigilo nas investigações. De acordo com o delegado Enio Bianospino, da Delegacia da PF de Bauru, agentes da unidade apreenderam na casa do suspeito dois HDs e um tablet. Neles, perito federal encontrou material com conteúdo pornográfico.

“Aparentemente, o usuário do aparelho não estava no local. Não houve a prisão, mas foi constatado que, realmente, a suspeita se confirmou. Havia conteúdo de pedofilia nos HDs”, revela o delegado federal. “Nós já colhemos elementos indicativos de quem seja o autor. É uma pessoa que já responde por esse crime em Pirajuí”.

A Operação Infância Segura II teve início ainda durante a madrugada, coordenada pela Delegacia da PF de Uberlândia, com apoio da Unidade de Repressão aos Crimes de Ódio e Pornografia Infantil pela Internet. No total, foram cumpridos 40 mandados de busca e apreensão em 35 cidades brasileiras de 14 estados e no Distrito Federal.

Aplicativo

De acordo com a assessoria de imprensa da PF, a investigação desarticulou grupo secreto que utilizava aplicativo de compartilhamento de dados para trocar imagens de pornografia infantil entre seus membros. “Em face dos dados trafegados serem criptografados, usuários se sentiam a vontade para cometer o crime em questão, uma vez que o administrador do aplicativo não poderia bloquear o conteúdo ilícito, tampouco notificar as autoridades, conforme determina a legislação”, explica.

“Entretanto, a Polícia Federal conseguiu rastrear membros da rede em função da prisão de um deles durante a Operação Infância Segura I, deflagrada em junho deste ano”.  Segundo a PF, os suspeitos responderão pelos crimes de posse, compartilhamento e produção de pornografia infantil, todos previstos na Lei 8069/90, cujas penas variam de 2 a 8 anos de reclusão.

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