Polícia

Irmãos são condenados por matar aposentado

Cinthia Milanez
| Tempo de leitura: 2 min

Júri popular decidiu condenar os irmãos Júlio César e Oziel Medrade de Carvalho pela morte do aposentado Antônio Ângelo de Freitas, 60 anos, em março de 2010 (leia mais abaixo). O juiz da 1ª Vara Criminal de Bauru, Benedito Antônio Okuno, estabeleceu uma pena de 16 anos de prisão para Júlio e 18 anos para Oziel, a ser cumprida em regime fechado.

O promotor Alex Ravanini Gomes sustentou, no júri anteontem, a tese de homicídio duplamente qualificado, porque houve motivo torpe e a vítima não conseguiu se defender. Segundo as investigações, Oziel, conhecido como Zico, teria atirado na vítima dentro da casa dela enquanto Júlio vigiava no portão, porque ela denunciou à polícia que os dois mantinham uma “biqueira” na região.

Já os advogados de defesa dos réus pediam a absolvição baseado, segundo eles, na falta de evidências. “Não tem uma prova clara de que eles foram os autores do crime. Outros dois irmãos também eram suspeitos e foram investigados pela polícia, provocando sérias dúvidas”, argumenta Olavo Nogueira Ribeiro Junior, advogado de Júlio.

Júlio, inclusive, já havia sido condenado a 14 anos de prisão pelo crime em júri popular que aconteceu no ano passado. Contudo, a defesa conseguiu anular julgamento porque o delegado responsável pelas investigações não pôde comparecer ao júri. Anteontem, todavia, ele prestou depoimento no júri.

Já Oziel estava foragido até anteontem, quando se entregou espontaneamente, participando, assim, do julgamento. Questionados, os advogados dos acusados disseram que iriam recorrer da sentença “tentando reduzir a pena ou, até mesmo, pedindo a anulação do último júri”, explica Fábio Vergino Burian Celarino, advogado de Oziel.

O caso

No dia 3 de março de 2010, Antônio Ângelo de Freitas, 60 anos, foi encontrado morto dentro de casa, na quadra 3 da rua Guilherme Garmes, no Jardim Marise. Ele morava sozinho e seu corpo estava ajoelhado na sala da residência, com tiros na cabeça. Para a polícia, o homicídio teria sido motivado pelos desentendimentos constantes entre o aposentado e os dois rapazes.

Desde o dia 5 de março, os suspeitos do crime já estavam com a prisão temporária decretada pela 1ª Vara Criminal de Bauru e Júlio foi localizado no dia 8 de julho do mesmo ano, depois de ser flagrado comercializando drogas no Parque Real. Na ocasião, ao ser abordado pela polícia, ele teria informado o nome de um de seus irmãos.

Mas, depois de ser encaminhado à Polícia Civil, sua verdadeira identidade foi constatada, já que ele possuía antecedentes criminais por tráfico de entorpecentes. Como ele já estava com a prisão temporária decretada pelo homicídio, Júlio foi interrogado pela polícia e indiciado formalmente pelo crime. Oziel só apareceu no dia do júri, ou seja, anteontem.

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