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Professor colombiano de arquitetura defende inclusão como um bem social

Dulce Kernbeis
| Tempo de leitura: 3 min

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) - seccional Bauru recebeu a segunda edição de “A Cidade e o Jovem - Territórios de Vida em Comum”, que discutiu o tema “A arquitetura inclusiva e sem barreiras”. Organizado pela ONG Opção Brasil e patrocinado pelo Conselho de Arquitetura e Urbanismo de São Paulo (CAU/SP), o evento é realizado de forma itinerante e já esteve nas cidades de Ribeirão Preto, Santos, Campinas e São Paulo. Bauru foi a penúltima parada, sendo que a última ocorreu em São José dos Campos, no dia 27 de outubro.

 

A abertura da palestra foi feita por Daniel Vaz, presidente da Opção Brasil, que apresentou os anfitriões da noite, o presidente da OAB Alessandro Cunha Carvalho e o diretor da FAAC Nilson Ghirardello. O destaque ficou por conta do palestrante da noite, o arquiteto colombiano Jorge Torres Holguín. Professor da Universidade Nacional da Colômbia, o arquiteto falou sobre  inclusão, um campo relativamente novo no ramo. Segundo Holguín, “o ambiente é um bem social, um direito muito importante, e a inclusão é o reconhecimento da diversidade”.

 

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Se eu desfruto de um direito, ele tem que ser compartilhado”, explicou o professor, que também destacou que a arquitetura deve servir para todas as pessoas e não somente para um determinado padrão. O desenho deve abranger a todos, sem exceção. Uma arquitetura inclusiva é aquela que busca equilíbrios e em que o arquiteto é um facilitador de espaços.

 

Holguín também expôs as dimensões das deficiências, que são potencializadores da arquitetura, e podem ser identificadas como motriz, sensorial e de comunicação, aprendizagem e comportamento, evolução etária e/ou fisiologias especiais. É preciso reconhecer os graus de capacidade e também saber trabalhar com as dificuldades da arquitetura inclusiva.

 

Sem barreiras

 

O palestrante citou algumas características da arquitetura para todos, como por exemplo, o fato de que ela deve ser útil e acessível, ter um desenho simples, ser perceptível e fácil ao esforço, entre outros. “Não seja um desenhador de barreiras”, afirmou Holguín. Para finalizar sua apresentação, Holguín mostrou alguns exemplos de como aplicar a inclusão na arquitetura, com fotos de parques pensados para todas as condições, adaptáveis, que valorizam a incapacidade das pessoas e também sem riscos. 

 

Ao JC ele falou sobre uma preocupação com as cidades grandes, modernas que precisam se modificar. “Vejo São Paulo como a Bogotá dos anos 90, com todo mundo vivendo em condomínios, procurando as cercanias, com um centro deteriorado, abandonado e isso é uma visão que está mudando nas metrópoles e também nas cidades de médio porte. As cidades, os espaços estão sendo projetados para serem locais de união das pessoas, com conforto, segurança e acessibilidade”.

 

O professor Jorge, que reside em Medellín, lembrou ainda que a arquitetura brasileira é vista com respeito e admiração pelos colombianos. “Temos no seu país muitos espelhos, inclusive a arquitetura.”

 

Sorri faz inclusão no mercado de trabalho com 50 pessoas qualificadas em tecnologia da informação

 

Até o final de novembro, com a formatura da quinta e última turma do Projeto Oficin@.com, a Sorri-Bauru colocará à disposição do mercado 50 pessoas com deficiência e/ou baixa renda para trabalharem com a chamada TI - Tecnologia da Informática que consiste em montagem, configuração e manutenção de computadores.

 

O projeto, iniciado em maio deste ano, foi financiado pelo Instituto Cooperforte, a maior cooperativa de crédito urbano do País e uma das parceiras da Fundação Banco do Brasil, que é o gestor. Tanto a Sorri quanto o Instituto Cooperforte têm como uma de suas finalidades o preparo e a inclusão social de pessoas com deficiência por meio do mercado de trabalho.

 

O curso de 92 horas, com duração de 25 dias, recebeu e capacitou dez alunos por turma, que foi formada por pessoas com e sem deficiência, cujos currículos estarão disponíveis para as empresas que tiverem interesse em contratá-las. 

 

A grade curricular do curso abordou temas técnicos específicos sobre montagem e configuração de computadores, comportamento no ambiente de trabalho, legislação e educação financeira, sendo que a maior parte do conteúdo foi desenvolvida em aulas práticas em um container adaptado para laboratório de informática.

 

As empresas interessadas em contratar alunos do projeto devem acessar o site – sorri.bauru.com.br

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