Esportes

Plena vontade

Mariana Gasparini
| Tempo de leitura: 3 min

Isabela Ribeiro

Para colocar faturar medalhas, bauruense venceu um sérvio, um brasileiro, um italiano e um argentino

Seis vezes campeão paulista, três medalhas (ouro, prata e bronze) no Campeonato Brasileiro de Caratê e, agora, campeão por equipes e terceiro lugar no individual no ‘9.º Campeonato Mundial de Caratê para Junior e Cadets’, em Buenos Aires, na Argentina. Estas são apenas algumas das conquistas que o bauruense e faixa preta Guilherme Porfírio acumula ao longo de seus 18 anos, sendo 9 dedicados ao caratê. 

 

Treinado pela academia Fight House e com o apoio da sensei Pollyanna Prado – presidente da ‘Associação Sem Limites de Karatê’ e da ‘ONG Periferia Legal’ -, o atleta conseguiu o pódio deixando para trás milhares de caratecas do mundo inteiro, na competição realizada entre os dias 10 e 12 de outubro, na categoria sub-21 (18 a 21 anos), até 78kg.

 

Nervosismo

 

De suas 74 medalhas, as duas últimas tiveram um gosto especial. Isto porque foi a primeira vez que o atleta participou de um torneio internacional. “Fiquei um pouco nervoso no começo, o nível deles é muito alto. Mas depois fui me soltando e acho que consegui um bom resultado para a estreia”, avalia Guilherme, que garantiu uma vaga no torneio porque foi vice-campeão na categoria individual e campeão por equipes do Campeonato Brasileiro da modalidade. 

 

Bagagem

 

Para colocar as duas medalhas (de ouro e de bronze) no peito, o atleta teve que derrotar um sérvio, um brasileiro, um italiano e um argentino. “Peguei muitas coisas do modo como eles lutam. Filmei os confrontos para aplicar as coisas que eu aprendi nos meus treinos. Essa bagagem é muito importante e deu para ganhar bastante experiência”, fala o carateca bauruense que ficou seis dias em Buenos Aires para a competição. 

 

Além disso, Guilherme garante que o nível brasileiro no caratê está progredindo a cada ano. “Sempre temos bons atletas do esporte. Pelo que pude acompanhar, os outros países estão um pouco acima e o caratê por lá é bem difundido, já que o ginásio em que as provas foram realizadas estava sempre lotado. Mas acredito que estamos no caminho certo e quanto mais medalhas, melhor para os atletas e para o esporte em si”, diz. 

 

Futuro

 

Apesar da pouca idade, Guilherme já projeta seu futuro e almeja participar de uma edição das Olímpiadas. Para ele, continuar representando o País é uma grande satisfação. “Meu desejo é poder participar dos Jogos Olímpicos. Para 2016, o caratê não conseguiu ser encaixado, mas é bem provável que em 2020, nas Olimpíadas de Tóquio, o esporte esteja dentro da competição. E eu quero estar lá”, projeta o atleta. 

  

Patrocínio      

 

Mesmo com várias conquistas no currículo, Guilherme tem que abrir mão de algumas competições por conta dos altos custos. “Antes do Mundial, tinha o Pan-Americano para ir, também na Argentina. Mas tive que optar apenas por um campeonato porque, como eu não tenho um patrocínio fixo, fica complicado”, fala o careteca que treina todo os dias.  

 

Para conseguir disputar alguns torneios, o atleta conta com o apoio da família e de amigos. “Sempre organizamos rifas e sorteios para que eu consiga arrecadar o dinheiro para viajar. É difícil porque neste Mundial precisei de R$ 4 mil e ter um patrocinador me ajudaria muito. Enquanto isso, vou me virando porque, por mais que haja dificuldades, não vou desistir dos meus sonhos”, finaliza Guilherme.  

 

Interessados em ajudar Guilherme Porfírio, podem entrar em contato pelo telefone (14) 99754-3277/ (14) 99708-0105 (Sônia), ou mande um e-mail para guilherme_ngd@hotmail.com

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