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Melhorar nível das redes sociais nas campanhas depende dos políticos

Reuters
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Mudar o cenário de “campo de batalha” criado nas redes sociais pelos dois lados da disputa eleitoral que reelegeu a presidente Dilma Rousseff (PT) contra Aécio Neves (PSDB) no último domingo dependerá da atitude que os políticos e os partidos terão em relação a essas mídias, segundo a avaliação de analistas.

 

Sites de relacionamento como Twitter e Facebook têm atraído cada vez mais políticos e, na eleição deste ano, tiveram um aumento de importância em relação ao pleito anterior, na avaliação de Manoel Fernandes, sócio-fundador da consultoria Bites, especializada em redes sociais.

 

Mas, Fernandes avalia que essa participação ainda está no “jardim de infância”. “Do mesmo jeito que eles (candidatos) não conseguiram na campanha clássica debater propostas, nas redes também aconteceu isso.”

 

Estudo realizado pela Bites sobre a presença nas redes sociais de deputados e senadores eleitos para a legislatura que começa em 2015 apontou que o Congresso que tomará posse no início do ano que vem será o mais conectado da história, acompanhando de perto a evolução dessas mídias no País.

 

Essa maior presença de parlamentares pode significar uma maior interação desses políticos com o eleitorado e, dependendo do uso que for feito por deputados e senadores, as redes podem se tornar um caminho de discussão de propostas para o País.

 

“As manifestações de junho de 2013 mostraram que o Congresso é muito suscetível a pressões externas”, disse Fernandes, lembrando que o Congresso votou uma série de propostas defendidas nos protestos que levaram milhões de pessoas às ruas de todo o País em meados do ano passado.

 

“As redes se transformaram em um canal de pressão”, disse o especialista, apontando que essas ferramentas podem ter um papel a desempenhar em discussões que o Congresso deverá ter pela frente, como a da reforma política.

 

Para o professor e cientista político da Unicamp Roberto Romano, as redes sociais têm um grande potencial de influenciar no debate político. Ele cita como exemplo a mobilização nas redes pela Lei da Ficha Limpa.

 

Ele, no entanto, lamenta o nível do debate nas redes sociais durante a campanha eleitoral deste ano e responsabiliza as campanhas tanto de Aécio quanto de Dilma pelo tom agressivo, além do que chama de “cultura personalista” da política brasileira.

 

Para Fernandes, da Bites, caberá aos políticos que tem maior alcance nas redes sociais elevar o nível do debate, usando essas ferramentas para tratar de assuntos de interesse do eleitorado.

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