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Na reserva de Araribá, cacique Jazone põe fé e acredita que chuva irá chegar


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Malavolta Jr.

Cacique Jazone assiste dança de crianças

Não só os católicos estão “trabalhando” para que a ajuda caia do céu. Indígenas da etnia terena, que moram na aldeia Ekeruá, pertencente à Terra Indígena Araribá, em Avaí (39 quilômetros de Bauru), dançam em busca de chuva quando a seca aperta.

O ritual é tão antigo que nem o mais velho de lá soube precisar a data que começou. Tudo o que se sabe é que veio do Mato Grosso do Sul, Estado que abrigou os primeiros índios desta cultura.

Há cinco anos, os terenas passaram seis meses sem chuva, o que é algo muito complicado para quem depende única e exclusivamente da agricultura. Foi aí que o cacique Jazone - que, por ironia do destino, tem quase o mesmo nome do atual presidente do DAE, Giasone Candia - convocou toda a aldeia. Sob o comando da pajé Ingracia Mendes e o delicado som da flauta de bambu, a maioria das mulheres dançou vestindo roupas feitas de sacos de estopa.

Deu certo. O ritual foi feito de manhã e, já no período da tarde, a aldeia havia sido contemplada com uma chuva moderada. “Muita chuva causa estrago, né?”, acrescenta o cacique, que abriu as portas da propriedade, ontem à tarde, para que a reportagem do JC assistisse a uma demonstração da dança feita por quatro crianças de lá.

Questionado se existe a chance de fazer o ritual “para valer” nos próximos dias, ele disse ter fé que a chuva venha naturalmente. Vamos torcer para que ele esteja certo.

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