Cultura

O Moacyr Franco de sempre

Wagner Teodoro
| Tempo de leitura: 4 min

Divulgação

Moacyr (muito) Franco revela como agrada aos fãs; ele é atração hoje

O artista multimídia Moacyr Franco volta a Bauru hoje, após dois anos de sua última apresentação na cidade. No show que faz a partir das 22h30, na Sociedade Hípica de Bauru, o cantor, compositor e ator promete, além dos inúmeros sucessos musicais que consagraram sua carreira, total descontração com a plateia e um bate-papo com os fãs que prestigiarem a apresentação com extrema interação e pitadas de seu característico humor entre uma música e outra.

Moacyr Franco faz questão de ressaltar que o show não tem novidades. Conhecedor de seu público, o artista explica que é justamente o fato de resgatar os maiores sucessos do passado que causa a grande identificação das pessoas com seu trabalho nos palcos. Assim, músicas que foram conhecidas em sua voz e na de outros artistas compõem o repertório do show, que tem vários gêneros, desde as canções românticas, marca registrada, até marchinhas de Carnaval e rock.

Moacyr Franco tem 50 anos de carreira – e 78 de idade. Se no palco faz um show rememorando os “anos dourados”, em sua trajetória profissional é incansável, sempre com novidades. Segue trabalhando na TV no humorístico “A Praça É Nossa” com o personagem “Jeca Gay”, um dos destaques do programa, continua compondo e prepara um novo disco com o filho mais novo, Johnny Franco, que deve ser lançado no próximo ano.

E, nos últimos anos, dedicou-se ao cinema, atuando em três filmes: “Agora Vai”, direção de João Daniel Tikhomiroff, “A Grande Vitória”, direção de Stefano Capuzzi Lapietra, e “O Palhaço”, de Selton Mello, que lhe valeu, em 2013, o prêmio de melhor ator coadjuvante do Festival de Cinema de Paulínia. Em entrevista ao Jornal da Cidade, o artista falou sobre o show em Bauru e a carreira.

Jornal da Cidade – Você se apresentou em Bauru há dois anos. Você traz um novo show desta vez, tem novidades?

Moacyr Franco – Não tem novidade. O público com o qual eu trabalho, que são pessoas mais de idade, o que menos quer na vida é novidade. Eles querem alguém que repita o que eles amavam antigamente, que não toca mais, que ninguém fala. Quando eu vou me apresentar, faço questão de ser o mais antigo possível.

JC – O repertório do show tem desde composições que foram sucesso na sua voz e na de outros artistas...

Moacyr Franco – Como tenho esta felicidade de ter muitas músicas premiadas, ajuda muito. Você vai enfiando os sucessos, conversando com as pessoas. Não deixo de atender o público, entro em conversa mesmo com a plateia porque é isso que cada um vai buscar quando vai a um show desta natureza.

JC – Então existe espaço para o seu lado comediante com interação com o público?

Moacyr Franco – Sim. Porque minha plateia é muito respeitosa e permite que a gente converse, conte uma coisa que aconteceu hoje... Enfim, é uma conversa, uma palestra que, às vezes, fica muito interessante.

JC – Você já era um artista multimídia mesmo antes de haver esta definição...

Moacyr Franco – Mas todo mundo era. Todos os artistas antigos eram assim. Chico Anysio, José Vasconcellos, Ivon Curi... Aí é só coincidindo. Os antigos tinham que aprender a tocar um instrumento, cantar, fazer um texto. Não é nenhum mérito.

JC - Neste ano, você integrou o elenco do filme “A Grande Vitória”. Há três anos, atuou em “O Palhaço” e foi premiado no Festival de Cinema de Paulínia como melhor ator coadjuvante. Marca uma tendência de apostar no cinema na sua carreira de ator?

Moacyr Franco – Cinema é só uma experiência. A gente vai fazendo o que pintar. Eu vou colhendo e está tudo muito bom. Se aparecer outros filmes, vou fazendo.

JC – Você é um homem de TV. Tem muita diferença entre a telinha e a telona?

Moacyr Franco – Muita diferença. É o jeito de fazer. Na televisão, a gente entra em cena e tem que ser tudo ali, direção, abaixar, subir, levantar... A gente não está preocupado com onde está a câmera. Liga luz e vamos lá. No cinema, você estuda o filme três meses, um negócio que não leva uma página, como era o caso de “O Palhaço”. É muito mais complicado. Você divide uma fala em três pedaços e tem pedaço que você grava daí a dois meses, a mesma fala. Estou muito contente de estar tendo esta chance no final de minha carreira.

JC - Falando em carreira, além da TV e cinema, o que você tem desenvolvido? Continua compondo, por exemplo?

Moacyr Franco – Não tem jeito de parar. Estou produzindo um CD, gravando com meu filho (Johnny Franco) e está indo muito bem.

  • Serviço

A Sociedade Hípica de Bauru fica na Av. José Henrique Ferraz, 7-15, Jardim Ferraz. Informações e reservas de mesa: (14) 3236-1255 e (14) 99651-5050. Setor A: esgotado. Setor B: mesa para quatro pessoas, R$ 260,00.

Repertório do show

1 Incêndio no Canavial

2 Eu Nunca Mais Vou Te Esquecer

3 Cartas na Mesa

4 Pequeno Mundo

5 Se Eu Não Puder Te Esquecer

6 Se Vira Nos 50

7 Pedágio

8 O Amor Por Nós Dois

9 Eu Te Darei Bem Mais

10 Distante dos Olhos

11 Tudo Vira Bosta

12 Balada das Mãos

13 Esse Meu Coração Sem Juízo

14 Poup Pourri de Carnaval (“Me dá um Dinheiro Aí”, “Cachaça” e “Mamãe Eu Quero”)

15 Balada Nº 7 

16 Milagre da Flecha

17 Soleado

18 Querida

19 Suave é a Noite

20 Seu Amor Ainda é Tudo

21 Ainda Ontem Chorei de Saudade

 

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