Jogos Abertos 2014

Abertos: só faltam os jogos

Thiago Navarro
| Tempo de leitura: 3 min

A chama dos Jogos Abertos do Interior já está em Bauru, e com ela o espírito esportivo e da competição, que terá suas primeiras disputas no dia 19 deste mês, seguindo até o dia 29. Mais de 20 mil pessoas são esperadas na cidade durante esse período, sendo 15 mil atletas e o restante dirigentes e equipe de apoio, gerando uma movimentação econômica direta de R$ 10 milhões, segundo a própria Prefeitura de Bauru, com base nos Jogos de 2012, que aconteceram na cidade.

O prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB) e o secretário municipal de Esportes, Roger Barude, foram a Monte Alto na manhã de ontem para buscar a pira com a chama. Monte Alto recebeu a primeira edição dos Jogos, em 1936, e tradicionalmente todas as cidades-sedes a partir de então vão até lá para receber o fogo simbólico.

Uma cerimônia no Ginásio Panela de Pressão, à tarde, marcou a chegada da chama a Bauru. A ex-jogadora de basquete Suzete Gobbi foi a atleta escolhida para carregar a tocha no evento. “É fantástico poder participar, o esporte é um instrumento que pode transformar um País. E eu defendi Bauru com garra e orgulho, e fico muito feliz em poder carregar a chama dos Jogos”, comenta Suzete, que será a primeira atleta a carregar a tocha na cerimônia de abertura, dia 21, no estádio do Noroeste. O ala Gui Deodato, do Bauru Basket, será o último a conduzir o fogo, acendendo a pira.

Suzete nasceu em Penápolis, e aos 12 anos de idade participou pela primeira vez dos Jogos Abertos, representando sua cidade natal. Curiosamente, foi na edição de 1970, em Bauru, disputando as modalidades de vôlei e basquete. Seu bom desempenho chamou a atenção dos treinadores e dirigentes bauruenses dessas modalidades, que trouxeram Suzete para cá. A ex-jogadora lembra que os técnicos Sirval Camargo (vôlei), Antonio Carlos Barbosa (basquete) e os dirigentes Raduam Trabulsi e Omar Marra foram os responsáveis diretos por sua vinda.

Na Sem Limites, Suzete Gobbi atuou por dois anos no Bauru Atlético Clube (BAC), como levantadora no time de voleibol, e como ala e armadora por 14 no time de basquete do Bauru Tênis Clube (BTC), chegando até a seleção brasileira, onde ficou 14 anos, sendo 11 como capitã.

Estrutura

O secretário de Esportes de Bauru, Roger Barude, explica que a preparação da cidade para os Jogos já está na reta final. “Dia 22 vamos inaugurar a cancha de bocha no Padilhão, e já estamos instalando os pontos hidráulicos e elétricos nos alojamentos. Esperamos cerca de 20 mil pessoas ao longo dos Jogos, sendo uma média de permanência de 12 mil a cada dia”, cita. A cancha é o maior investimento para os Jogos, com custo total de quase R$ 800 mil, e levará o nome de Antonio Canela, considerado o maior atleta que a cidade já teve na bocha.

Já o prefeito Rodrigo Agostinho enalteceu o fato de Bauru receber a maior edição dos Jogos em número de cidades participantes. “Pela proximidade com as Olimpíadas do Rio, em 2016, e as mudanças no regulamento, teremos um recorde de cidades inscritas, são 224 municípios neste ano”, ressalta.


Com água

O prefeito Rodrigo Agostinho acredita que a crise hídrica estará mais amena até o início dos Jogos. “Temos previsão de chuva para os próximos dias, e a expectativa é que a situação esteja mais próxima do normal até lá. Estamos nos preparando, o DAE tem quatro caminhões-pipa, sendo três novos, e mais três estão sendo adquiridos e devem chegar até o começo dos Jogos”, pontua o prefeito. Outros três caminhões-pipa serão alugados para o período dos Jogos Abertos, para uso apenas da demanda da competição, de forma que os caminhões do DAE fiquem apenas para utilização da população. Quase 40% da cidade passa por rodízio de água em função do baixo nível do Rio Batalha.

 

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