Aceituno Jr. |
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Após chuva de terça, pedestre Daniel teve que desobstruir viaduto |
Na noite de ontem, a chuva finalmente “deus as caras” em Bauru (leia mais abaixo). O que foi comemorado por muitos bauruenses que sofrem com a falta d’água, porém, tem um outro lado. Apesar do alento, sedimentos deixados pela rua, como sacos de lixo, objetos descartados e até galhos de árvores, além de deixarem rastro de sujeira pelas vias, tornam-se ameaças iminentes também para o tráfego.
E isso não foi só ontem. Bastou chover com mais intensidade na noite da última terça para que o lixo ficassem espalhados pelas ruas. O tráfego no viaduto da avenida Duque de Caxias, localizado sobre a Nações Unidas, ficou prejudicado por conta de dois grandes sacos de lixo que foram parar bem no meio da via, no sentido Centro-Bairro. O JC flagrou quando o pedestre Daniel Nunes desobstruía o local.
O coordenador da Defesa Civil em Bauru, Álvaro de Brito, confirma o risco. “Com a chegada das chuvas, o lixo acaba se tornando um vilão. E o maior culpado é o próprio cidadão, que não acondiciona o lixo de maneira correta. Além disso, nós produzimos muito lixo e esse descarte incorreto é responsável por, pelo menos, 40% das enchentes. Nunca sabemos quando esse lixo vai aparecer e causar algum estrago”.
Ainda em relação ao lixo, o gerente de limpeza pública da Emdurb, Nivaldo Peres, dá uma orientação importante: os sacos só devem ser colocados nas ruas pouco antes da coleta. “Quando a coleta é feita no período da manhã, orientamos a população a colocar o lixo em frente às residências a partir das 7h. No período noturno, aconselhamos que a população coloque o lixo a partir das 18h, de segunda a sexta-feira; aos sábados é a partir das 15h. Se isso for feito, já diminui muito esse risco nos dias de chuva”, enfatizou.
Vilão
O oficial de relações públicas do 12.º Grupamento de Bombeiros de Bauru, o 1.º tenente Eduardo de Souza Costa, complementa a mesma linha de raciocínio. Segundo ele, quem joga lixo na rua pode ser o seu próprio vilão. “A pessoa nunca sabe quando esse lixo que ela jogou vai aparecer e lhe causar algum dano, seja no meio da rua ou no entupimento de uma galeria”.
Álvaro de Brito é enfático: o problema é cultural. “Nós fizemos um levantamento de 91 itens inusitados que encontramos nas galerias e rios. Temos de tudo: vestido de noiva, máquina de escrever, eletrônicos em geral, sofás”.
Mais riscos
Além do lixo que vai parar no meio das ruas, outros problemas surgem e criam riscos ao tráfego. É frequente, após as chuvas, a presença de galhos, exigindo cuidado redobrado do motorista.
Tampas de bueiro também são, não raro, retiradas de seus locais. Se o condutor de um veículo cair em uma delas, os danos podem ser grandes.
Entupiu
Durante esta semana, funcionários da Sear realizaram serviços de emergência para desobstruir o sistema de galerias pluviais da avenida Nações Unidas, que fica sob o viaduto da Fepasa, nas proximidades do Poupatempo. Após a chuva, os funcionários tiveram de remover as grades para retirar o grande volume de lixo, entulho e objetos diversos.