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Claudia Sgavioli já coordenou o curso de Odontologia da USC |
A Fundação Regional de Saúde já tem uma diretora-geral. Após reunião realizada na tarde de ontem, o Conselho de Prefeitos da entidade anunciou que a odontóloga Claudia Sgavioli assumirá o cargo, alvo de especulações e articulações durante as últimas semanas, após Rodrigo Agostinho ter admitido dificuldade para recrutar profissionais qualificados e interessados em assumi-lo.
Após publicação de reportagem sobre o assunto no JC, o secretário Fernando Monti, que é também presidente do Conselho Curador da fundação, passou a receber alguns currículos e, depois de entrevistar alguns candidatos, indicou a contratação de Claudia, confirmada nessa sexta-feira.
“Fizemos um processo seletivo e percebemos a enorme experiência dela em gestão. Perguntamos a visão dos profissionais sobre o Sistema Único de Saúde (SUS), já que a fundação vai trabalhar seguindo as diretrizes dele. Também quisemos saber a visão dos candidatos sobre o papel da fundação para a região. Ela me pareceu muito competente e preparada, além de ser pós-graduada com doutorado e possuir vasta experiência na academia”, explica Monti.
Presidente do Conselho de Prefeitos, Everton Octaviani, de Agudos, diz que a escolha de Cláudia foi referendada consensualmente entre os chefes do Executivo também de Bauru, Pederneiras, Macatuba e Lucianópolis. Os representantes das duas últimas cidades não participaram do encontro, mas avalizaram a decisão.
A instituição da Diretoria-Geral é essencial para que a entidade passe a operar e, principalmente, contratar os tão esperados médicos pelo modelo “freelancer”, sem concurso ou vínculo celetista. (Leia mais abaixo)
O salário oferecido para o cargo é de R$ 4 mil, por uma jornada de quatro horas/dia. O estatuto da fundação exige que o ocupante do cargo tenha formação na área de Saúde e experiência mínima de cinco anos em função de direção ou assessoramento superior em instituições do setor.
CURRÍCULO
Claudia Sgavioli trabalhou por 32 anos na área de Saúde, até se aposentar em julho deste ano. Além de ter atuado na iniciativa privada e na Prefeitura de Boraceia como cirurgiã-dentista, participou da implantação do curso de Odontologia, do qual foi coordenadora, da Universidade do Sagrado Coração (USC), de onde integrou o corpo docente pelos últimos 23 anos.
Além do doutorado em sua área de formação, Claudia dedicou sua carreira às áreas de saúde coletiva e políticas de saúde, tendo se especializado em administração de serviços de saúde.
“Fiquei muito satisfeita com a indicação e a escolha para o cargo, o qual encaro como um importante desafio. Espero poder colaborar para a melhora nos serviços públicos de saúde ofertados na região. Por enquanto, quero me inteirar de tudo, conversando com os conselhos Gestor e de Prefeitos da fundação”, pontua Sgavioli.
FINANCEIRO
O Conselho de Prefeitos também definiu, ontem, que Dermeval Antonio Gregório ocupará será diretor administrativo-financeiro da entidade. Fernando Monti observa que o biólogo, com ampla experiência em gestão hospitalar, é da região de Bauru, mas, atualmente, vive em Presidente Prudente.
O presidente do Conselho Gestor da fundação explica que Dermeval foi um dos cinco candidatos que disputavam o cargo de diretor-geral. Falta ainda a escolha para o ocupante da Diretoria de Atenção à Saúde, prevista no estatuto da entidade.
“A escolha dos diretores geral e financeiro era imprescindível porque dependemos dele para a abertura da conta bancária da fundação, inclusive, para a formação de seu capital, a partir da destinação de R$ 0,75 por habitante de cada município instituidor”, observa Fernando Monti.
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Problema em UPAs segue hoje e amanhã
Três Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) ficam ser serviço parcialmente neste final de semana. A do Bela Vista é a mais afetada, com paralisação das 7h de hoje até as 19h de domingo. Geisel e Mary Dota também serão afetados (veja no quadro ao lado).
A falta de médicos, mais uma vez, deve-se exatamente à necessidade de adequação da escala. O problema não é de hoje. Nos últimos meses, a administração não conseguiu recrutar médicos para cumprir plantões extras aos sábados e domingos. Eles alegam cansaço por sobrecarga de trabalho. O município busca uma solução. Enquanto não encontra, é a população quem sofre.
Médicos ‘freelancers’ são aposta para fazer UPA funcionar direito
A Fundação Regional de Saúde é a alternativa apresentada pelo governo municipal para solucionar a crise na rede de urgência e emergência provocada pela falta de médicos nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), especialmente aos finais de semana.
Foi publicado, no dia 30 de outubro, o edital de chamamento público da entidade para a contratação de profissionais. Os interessados podem se inscrever até segunda-feira, dia 10.
A expectativa do governo é de que esses médicos atuem na UPA Bela Vista, reduzindo o déficit de pessoal na rede. Para que o plano alcance êxito, no entanto, o presidente do Conselho Gestor da entidade, secretário Fernando Monti, afirma que será necessária a contratação de pelo menos 20 médicos “freelancers”, sem concurso público.
O número é calculado a partir da quantidade de profissionais pactuada para cada turno na UPA: três para o período diurno (das 7h às 19h) e dois para o noturno (das 19h às 7h)..
Esses médicos não terão vínculo trabalhista com a fundação ou com o município. O edital convida os profissionais interessados em atuar em regime de plantões pela modalidade de pessoa jurídica, mais precisamente, Empresa Individual de Responsabilidade Limitada (Eireli).
A remuneração oferecida é de R$ 1.500,00 por cada plantão de 12 horas. O valor é semelhante pago aos médicos concursados da prefeitura (R$ 1.429,00) que cumprem plantões extraordinárias da rede de urgência.
Antes de prestarem os serviços à fundação na UPA Bela Vista, os médicos interessados serão submetidos a testes para provar aptidão no atendimento de urgência e emergência. Não há limite máximo de médicos para serem selecionados, já que os plantões serão cumpridos de acordo com a demanda da unidade.
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