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PCC tem "filiais" no DF e em 12 Estados

Folhapress
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A Polícia Civil do Distrito Federal fez uma operação ontem para desarticular o núcleo do Primeiro Comando da Capital (PCC) que atua na Capital do País e nos municípios vizinhos, em Goiás.

Ao todo, foram identificadas 27 pessoas ligadas à quadrilha. Parte delas comandava a célula da facção criminosa à distância, inclusive os pontos de venda de drogas na região. Os principais líderes - cujas identidades não foram reveladas - estão presos: dois deles em São Paulo e um em Fortaleza, Capital cearense. O trio era quem dava as coordenadas da atuação do braço do PCC no DF e nas cidades do entorno, no território de Goiás.

Dos outros 24 integrantes mapeados pela polícia, dez estão encarcerados em presídios nos municípios goianos e sete em penitenciárias de Brasília. Um foi preso ontem e seis continuam em liberdade.

Mesmo os bandidos que já estão encarcerados receberam ordens de prisão preventiva. A medida evita que eles sejam libertados depois de cumprirem as penas referentes a outros crimes.

De acordo com as investigações, o PCC dividiu o País e já teria presença em cadeias no DF e mais 12 Estados. A “filial” candanga se formou em presídios de cidades goianas pobres muito próximas de Brasília, como Águas Lindas de Goiás e Luziânia.

A investigação, que contou com o apoio de policiais civis dos outros Estados, começou há um ano. A facção do Centro-Oeste recebeu o nome de PLD (Paz, Liberdade, Direito) e copia a estrutura, a hierarquia e os rituais da nave-mãe paulista.

Os agentes cumpriram 14 mandados de prisão preventiva e 17 de busca e apreensão, em endereços do entorno e dentro de seis presídios localizados em Goiás, no Ceará e em São Paulo. Além disso, dez contas correntes usadas pela quadrilha foram bloqueadas.

Os criminosos do PCC de Brasília tinham que pagar R$ 400 por mês ao comando da facção, além de R$ 300 com a venda de rifas organizadas pelos traficantes.

O delegado Fábio Souza, chefe da Deco, adiantou que as autoridades de cada Estado vão pedir a transferência dos presos às respectivas varas de execuções penais.

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