Papel higiênico, fraldas, pães, folhas de árvores, peças de roupas, comida podre e até mesmo seringas com agulhas e sangue. Todo tipo de material orgânico foi visto pela reportagem do JC nos Bairros em visita às cooperativas de materiais recicláveis de Bauru. Segundo muitos cooperados, a separação e coleta feitas sem cuidados são as principais pedras na dinâmica do trabalho. O rejeito (material orgânico oriundo da triagem) chega a somar seis toneladas mensais nas cooperativas.
O responsável pela Cooperbal, Vila Dutra, Norberto Souza Santos, é um dos que apontam o problema que pode até mesmo colocar em risco a saúde dos trabalhadores. Mesmo usando luvas, eles podem se ferir com os objetos perfuro-cortantes misturados às embalagens.
“Muitas vezes ocorrem erros na separação doméstica ou as pessoas colocam o lixo orgânico nas lixeiras destinadas aos recicláveis. Outra falha é colocar o lixo orgânico na rua em dias de coleta seletiva. Além de tomar mais tempo dos trabalhadores, isso pode representar perigo para a saúde deles, basta olhar as seringas com agulhas e as fraldas com excrementos aqui presentes”, preocupa-se.
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