Política

Sessão é termômetro de crise na base


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Sem projetos polêmicos em pauta, a sessão da Câmara Municipal de Bauru servirá como termômetro para que observadores políticos e o Palácio das Cerejeiras meçam a real dimensão do racha instaurado na base aliada do prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB).

Ao longo da última semana, foram intensas as movimentações de vereadores que ajudaram a enterrar uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) em busca de cargos comissionados no governo, atualmente lotados a partir das indicações de outros aliados de Rodrigo, que se rebelaram e, há duas semanas, votaram pelo aprofundamento das investigações sobre contrato entre o município e a empreiteira Lacon.

Preocupado com os possíveis desdobramentos provocados pelo acirramento do racha, o prefeito já articula em busca da restauração da paz e da reaproximação de parlamentares com “musculatura política” e que estão afastados desde o episódio, como Renato Purini (PMDB), Fabiano Mariano (PDT) e o atual presidente Sandro Bussola (PT).

No Palácio das Cerejeiras, a ação é considerada prioritária, apesar de Rodrigo contar com uma – apertada – maioria, formada por nove vereadores, cujo grupo já é chamado de G-9: Paulo Eduardo de Souza (PSB), Raul Gonçalves Paula (PV), Natalino da Pousada (PV), Fábio Manfrinato (PR), Carlão do Gás (PR), Roberval Sakai (PP), Carlinhos do PS (PP), Moisés Rossi (PPS) e Markinho da Diversidade (PMDB).

A leitura é de que, apesar de a maioria sinalizar lealdade ao prefeito, o grupo não dispõe da “malícia” necessária para sustentar o debate político em prol do governo. Markinho, o novo líder, ainda precisa amadurecer, especialmente se comparado a Purini, destronado do posto na semana passada, que já exerce seu terceiro mandato no Legislativo de Bauru.

Além disso, o G-9 conta com quatro vereadores publicamente interessados em concorrer à eleição da presidência da Câmara (cuja eleição será no dia 15 de dezembro). A disputa, é claro, pode redividi-los. De olho nisso, os rebeldes da base podem até acatar a estratégia do prefeito e não acirrar os ânimos na sessão desta segunda-feira a fim de não aprofundar “feridas” e, futuramente, articular a migração de eventuais descontentes entre os aliados do prefeito e ganhar mais força nas articulações da sucessão a Sandro Bussola.

INCÊNDIO

Pesando contra a tentativa de acalmar os ânimos, o líder da oposição, Lima Júnior (PSDB), promete apimentar a sessão com o seu discurso na tribuna. Ele tem prometido, a alguns parlamentares, escancarar as relações fisiologistas entre parte da base do prefeito e a administração municipal.

Em reportagem do JC publicada na semana passada, vereadores governistas não esconderam o desejo de buscar mais espaço para apadrinhados, especialmente na prefeitura e na Emdurb.


Projeto

Será votado, na sessão de hoje, projeto do Poder Executivo que autoriza a celebração de convênio do município junto ao Estado de São Paulo, por meio das secretarias estaduais de Habitação e de Desenvolvimento Social, em parceria com a Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU), para que seja implementado em Bauru o Vila Dignidade. O programa visa à construção de equipamento público constituído de moradias assistidas em pequenas vilas, adequadas à população idosa, e com áreas de convivência social, garantindo acompanhamento social permanente ao público beneficiado, integrado à rede de serviços dos municípios contemplados.

João Rosan

Malavolta Jr.

Markinho da Diversidade: tarefa de reorganizar grupo

Lima Júnior deve criticar fisiologismo

 

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