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Se meu Fusca comesse churrasco e tivesse amigos...

Nélson Gonçalves
| Tempo de leitura: 2 min

Douglas Reis

‘Manada’ de Fuscas encantava os fãs de carros antigos

No portão do Recinto Boi Bravo, logo após a saída para a Bauru-Marília, a longa fileira de faróis de Fuscas parecia espiar quem estava chegando para participar ontem, na terceira edição do Churravolks.

A “manada” de carros antigos chamava a atenção mais do que o bando de bois que, em uma sombra, fugia do calor que castigava o domingo mas, ao mesmo tempo, se comunicava com a energia positiva vinda do bom público que compareceu para apreciar Fuscas, churrasco e cerveja.

No local, a reportagem logo foi “convidada” a ir na direção de um Fusca marrom misturado com mostarda. Do possante de propriedade do serralheiro Rafael Antonio Deliberal de Oliveira, vinha o som da música “Não se reprima”, dos Menudos. “Eu ouço de tudo e gosto de coisa antiga, de Fusca e de música”.

O Fusca de Rafael era da mãe. “O carro ficou abandonado uns quatro anos. Eu pedi para minha mãe e levei um ano para reformar. Agora é meu e cuido com carinho”. 

Perto deles, uma conversa animada de um grupo todo uniformizado também chamava a atenção. Eram 38 marilienses que vieram em comitiva, em 28 Fuscas. Coube ao estudante universitário Maycon de Oliveira Brito ser o porta voz da turma.

“Somos do Fusca Clube de Marília e sempre que podemos vamos a eventos como este, pela confraternização, pelos amigos, pelos novos amigos, e pelo domingo diferente, em paz, harmonia. É só felicidade aqui”.

Pelos faróis

Tinha Fusca de todo jeito, toda cor, todo enfeite. Uns exemplares de Lins receberam pintura bem chamativa, com tinta preparada para reluzir.

Jéssica Vieira, 23 anos, de Lençóis Paulista, esperava pacientemente pelo almoço embaixo de um guarda sol de praia fincado na grama, enquanto o namorado Rodolfo Rodrigues, professor do Senai-Bauru, conversava animadamente sobre peças com um colega. “Venho sempre com o namorado. Fusca ele já tem um, ano 1986, e acaba de adquirir outro, ano 1994. Estou esperando é a casa, porque namoramos já há 10 anos”, brincou.

Thais Cristina de Souza só não “babava” menos de alegria que o marido Marcelo Antonio Debia, que parecia uma criança ao volante de um mini Fusca. Ele conduzia a filha Isabelly de Souza Debia, de 4 anos, em um passeio oferecido no encontro..

Peças antigas, camisetas, distribuição de brindes, adesivos, venda de kit para “envenenar” os carros com turbina, espetinhos, pastéis, cerveja, água, refrigerante e muita gente conversando, rindo, o tempo todo.

Um dos organizadores, José Ferraz Júnior não se cabia ao falar do encontro, mesmo do alto de seus 1,96 metro de altura. “A organização para um evento como esse começa uns quatro meses antes. Além de vários parceiros, a experiência e troca de amizade entre pessoas do bem, que gostam dos laços familiares, do bom papo, do lazer ao ar livre, não tem preço”, finalizou.

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