Com um baixo comparecimento às urnas, os catalães aprovaram simbolicamente no domingo (9) a independência da região da Espanha.
O site do governo autônomo catalão informou que 2,23 milhões de eleitores -entre 5,4 milhões possíveis- participaram do processo, considerado ilegal pelo Tribunal Constitucional espanhol.
Os eleitores responderam às seguintes perguntas: "Quer que a Catalunha seja um Estado?" e, em caso afirmativo, "Quer que seja um Estado independente?".
Embora a apuração oficial ainda não tenha terminado, o governo regional disse nesta segunda (10) que 80,7% dos catalães responderam "sim" para as duas perguntas, 10,1% responderam "sim" e "não" e 4,5% votaram pelo "não".
O número de pessoas que marcaram o "sim" na primeira pergunta, a favor da Catalunha ser um Estado, mas deixaram em branco a segunda, foi 0,97% do total.
Já o número de votos em branco para as duas perguntas chegou a 0,56% do total.
Estavam autorizados a dar sua opinião no plebiscito os maiores de 16 anos e todos aqueles que comprovassem ser moradores da Catalunha, independente de sua nacionalidade.
Sem validade
O governo espanhol não deu validade aos dados fornecidos pelo Executivo catalão, ao considerar que o processo não contou com mecanismos de controle.
Além disso, a Justiça espanhola tinha suspendido a votação e declarada ilegal a convocação do plebiscito , pois a consulta foi considerada um plebiscito de autodeterminação, algo proibido pela legislação.
Após votar, o presidente da Catalunha, Artur Mas, assumiu total responsabilidade pela consulta e pediu para que um plebiscito válido fosse feito em breve "para decidirmos o futuro de nosso país dentro da lei e de forma legal e correta".
O primeiro-ministro Espanhol, Mariano Rajoy, afirmou que a votação "não teria efeito algum".