Os tempos atuais são de incerteza. No mundo e no Brasil. Aqui muito mais. Com a reeleição da presidente Dilma o cenário se tornou ainda mias nebuloso: perspectivas de inflação alta, baixo crescimento econômico e um enorme endividamento do governo que faz com que as taxas de juros estejam tão altas. Tudo ao contrário do que deveria ser ou do que era de se esperar. Como ficam, então, as empresas? A resposta não é simples, mas vão aqui algumas sugestões.
1) Opte, estrategicamente, por continuar produzindo em escala com custos menores por conta do volume, viabilizando preços competitivos no mercado; ou, opte, por diferenciar seus produtos cujos diferenciais encontrados possam ser percebidos pelos cliente - com isso os preços de vendas poderão ser maiores e proporcionar mais margens de lucros;
2) Não deixe de investir em marketing e desenvolvimento de novos produtos ? porque se deixar de fazê-lo sua marca corre o risco de ficar esquecida no mercado;
3) Sente em cima do Fluxo de Caixa. Lembre-se que estoques elevados significam recursos parados. Administre as despesas operacionais e aquelas que fogem do foco do negócio, porque a tomada de recursos bancários continuará seletiva e cara, comprometendo o capital de giro.
4) Adote austeridade de banco na liberação de crédito para suas vendas.
5) De forma pragmática, melhore a produtividade e reduza os custos de produção. Elimine tudo aquilo que não agregue valor aos produto.
6) Negocie exaustivamente para aumentar os prazos de pagamentos junto a fornecedores e os compromissos de forma geral. Gerencie para ajustar os prazos médios de pagamentos X os prazos médios de recebimentos.
7) Fortaleça sua equipe ? forme times, decida em conjunto, pois isso aumenta a confiança e diminui a probabilidade de erros.
8) Lembre-se que competividade = qualidade + produtividade. E que ser competitivo é o nosso maior patrimônio.
9) Flexibilidade ? nunca os tempos atuais precisou tanto.
10) Ressaltando que o crescimento econômico e a massa salarial serão menores por longo tempo ainda, adote um posicionamento estratégico de sobrevivência e/ou de manutenção daquilo que foi conquistado, até que o cenário melhore.
Enfim, tenha visão de futuro porque ele vai chegar, apesar dos tempos de incerteza que vivemos hoje. Boa Sorte!
O autor é economista, professor e diretor de empresa.