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Vice-presidente da Mendes Júnior é preso pela Polícia Federal

Folhapress
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A Polícia Federal informou que prendeu na manhã desta sexta-feira o vice-presidente da empreiteira Mendes Junior, Sérgio Cunha Mendes, em uma casa no Lago Sul, área nobre de Brasília.

Os agentes cumpriram mais um mandado de prisão expedido pela Justiça Federal do Paraná, o único na capital federal.

A PF deflagrou nesta sexta (14) mais uma etapa da Operação Lava Jato, que investiga pagamento de propinas e desvios de dinheiro de obras da empresa estatal de petróleo Petrobras.

Segundo documentos que compõem a Operação Lava Jato, algumas das principais ligações entre a Mendes Júnior e o doleiro Alberto Youssef são pagamentos e um contrato de prestação de serviços assinado pelo Consórcio Mendes Júnior-MPE-SOG e a empresa GFD Investimentos, controlada pelo doleiro.

Segundo o contrato, datado de 2011 e apreendido no primeiro trimestre deste ano pela PF, a empreiteira se comprometeu a pagar R$ 2,7 milhões para a GFD a título de "consultoria em Gestão Empresarial" em serviços relativos à Replan (Refinaria de Paulínia), no interior de São Paulo.

Durante a Lava Jato, os investigadores localizaram quatro depósitos mensais, no valor de R$ 281,5 mil cada um, totalizando R$ 1,12 milhão de julho a outubro de 2011, das contas da Mendes Júnior Trading e Engenharia para a da GFD.

A suspeita dos investigadores é que se trata de um contrato fictício, formalizado apenas para justificar repasses de propinas a servidores públicos. Assim, no entender da PF, Youssef se apossou desses recursos e os repassou adiante.

A Replan é "a maior refinaria em capacidade de processamento de petróleo", com o equivalente a 415 mil barris por dia, segundo informações divulgadas ao público pela Petrobras na internet. A produção "corresponde a 20% de todo o refino de petróleo no Brasil, processando aproximadamente 80% de petróleo nacional, grande parte da Bacia de Campos".

Nova fase

Na fase da Operação Lava Jato deflagrada hoje, estão sendo cumpridos 85 mandados judiciais em São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Minas Gerais Pernambuco e Distrito Federal. São 27 mandados de prisão --preventivas e temporárias--, nove de condução coercitiva e 49 de busca e apreensão.

A ação está concentrada, principalmente, nas grandes empreiteiras do país. Foi decretado ainda o bloqueio de R$ 720 milhões em bens de 36 investigados.

Ouvida pela Folha no mês passado, a Mendes Junior informou, por meio de sua assessoria, que "não se manifesta sobre investigações em andamento".

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