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Juiz decide hoje se prisões da Operação da Lava Jato serão prorrogadas

Por André Richter e Paulo Victor Chagas | ABr
| Tempo de leitura: 2 min

Polícia Federal/divulgação

Juiz da Lava Jato, operação da Polícia Federal, decide hoje se prisões serão prorrogadas

O juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal em Curitiba, deve decidir nesta terça-feira (18) se os detidos na sétima fase da Operação Lava Jato, da Polícia Federal terão as prisões prorrogadas.

O prazo de cinco dias das prisões temporárias vence nesta terça-feira. Entre os detentos que cumprem prisão temporária está o ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque. O magistrado aguarda manifestação da PF e do Ministério Público para decidir a questão.

Os executivos presos na sexta-feira vão continuar prestando depoimento na Superintendência da PF em Curitiba. Hoje, os delegados devem fazer a oitiva de diretores ligados às empreiteiras UTC e Camargo Correa. Dos 25 mandados emitidos pelo juiz, 23 foram cumpridos. Fernando Soares, conhecido como Fernando Baiano, e Adarico Negremonte Filho continuam foragidos.

Na decisão, assinada ontem (17), Sérgio Moro decidiu rejeitar pedido para soltar os presos antes de receber da PF detalhes sobre os depoimentos e das provas colhidas nas diligências realizadas.

"Não há, por ora, e pela própria extensão da operação deflagrada na última sexta-feira, também maiores informações a respeito de quem já foi ouvido e do teor dos depoimentos prestados pelos custodiados, o que também impede avaliação quanto à necessidade ou não de novas medidas investigatórias nos próximos dias. Assim, mais razoável aguardar os posicionamentos da autoridade policial e do MPF [Ministério Público Federal]", decidiu o juiz.

Temer diz que governo está ‘tranquilíssimo’ com investigações da PF

Agência Brasil

Temer disse, ainda, que não há, entre os envolvidos, “nenhuma relação com o PMDB”

O presidente da República em exercício, Michel Temer, disse que o governo está “tranquilíssimo” com as investigações da Polícia Federal (PF) – Operação Lava Jato - de irregularidades envolvendo a Petrobras e o superfaturamento de contratos com empreiteiras brasileiras para o pagamento de propina a políticos.

“Não [estou] apenas tranquilo como incentivando as investigações”, disse, citando os trabalhos que vêm sendo feito pela PF, pelo Ministério Público da União e pelo Congresso, por meio das comissões parlamentares de inquérito.

Segundo ele, a possível declaração de indoneidade dessas empresas, que acarretaria em proibição de novos contratos, “estará sob análise”. Temer frisou, no entanto, que é necessário distinguir os atos das pessoas envolvidas em corrupção das execuções dos empreendimentos. O presidente em exercício acrescentou que pode haver uma repactuação dos atuais contratos para que “eventuais exageros” sejam eliminados.

“Acho, e tenho feito distinção entre diretores, presidentes de estatais, de empreiteiras, enfim, órgãos da iniciativa privada, e a atuação da obra propriamente dita”, destacou Michel Temer depois de participar do lançamento do Pacto pela Boa Governança, promovido pelo Tribunal de Contas da União.

O presidente considerou que a opinião de que “[a] eventual inidoneidade [das empresas citadas na Lava Jato] se dê em relação ao futuro e não em relação ao contrato atualmente existente”. Temer disse, ainda, que não há, entre os envolvidos, “nenhuma relação com o PMDB”.

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