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"10 mil casas" foram coletadas em um ano


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Cerca de 200 mil metros cúbicos de resíduos da construção civil (RCC) tiveram destinação correta, nos últimos 12 meses, em Bauru. Essa quantidade equivale a cerca 10 mil casas populares construídas no padrão do programa federal Minha Casa Minha Vida.

O número foi apresentado pela Associação dos Transportadores de Entulhos e Agregados de Bauru (Asten) e se refere às 48 mil caçambas que usaram o Controle de Transporte de Resíduos (CTR) para fazer o descarte na Área de Transbordo e Triagem (ATT) da associação e Usina Viverde Rays.

O CTR é um documento emitido pelos transportadores de resíduos, entregue aos geradores e que serve para a prefeitura controlar a destinação destes entulhos. A obrigatoriedade de apresentação do documento começou em 20 de novembro do ano passado, por exigência do decreto municipal 11.689/11, que regulamenta a destinação de resíduos na cidade.

A Prefeitura Municipal de Bauru desenvolveu um programa de informática específico que faz o controle online do documento. A operação do sistema é feita pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semma) e utilizado pelos associados da Asten.

Segundo o presidente da entidade, Gerson Luiz Alves Pinheiro, os números demonstram o que a entidade previu há cerca de três anos em debates com a Semma: que, somente com a regularização do setor, seria possível resolver este sério problema ambiental. “Esta solução já está em andamento porque o sistema funcionou. A população aderiu à legislação e conseguimos uma diminuição significativa de áreas de descartes irregulares”, afirma o presidente da Asten.

Sustentabilidade

Ele ainda explica que, com a emissão do CTR e a regularização do setor, o entulho produzido pela cidade passou a ser destinado corretamente apenas para dois espaços - a área da Cava, no Jardim Chapadão, administrada pela Asten e a da usina Valverde Rays, permitindo, assim, a reutilização desses resíduos de forma controlada.

“Esses 200 mil metros cúbicos não ficam parados nessas áreas. Fazemos a segregação (separação) e destinamos esses materiais para serem reaproveitados de acordo com suas características e possíveis formas de utilização. Fazendo isso, estamos preservando o meio ambiente e garantindo sustentabilidade”, diz.

Pinheiro ainda lembra que a regularização do setor abriu um novo mercado de trabalho, retirando da informalidade vários bauruenses que viviam em bolsões, catando entulho que pudesse ser reciclado. “É claro que ainda há empresas que contratam transportadores inidôneos e descartam este material irregularmente. Mas todas as 45 empresas associadas à Asten já se adequaram e levam os resíduos para locais onde a separação é feita dentro de condições seguras e ambientalmente corretas”, esclarece.

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