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Polícia Federal leva governador de Rondônia para depor

Estadão Conteúdo
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A Polícia Federal cumpre na manhã desta quinta-feira (20), mandado de condução coercitiva do governador de Rondônia, Confúcio Moura (PMDB). Ele será levado para prestar depoimento na Superintendência da PF no Estado e liberado em seguida.

A ação da PF ocorre dentro da Operação Plateias, que desarticulou organização criminosa formada por lobistas e agentes públicos responsáveis por desvio de verbas públicas e direcionamento de licitações. O prejuízo aos cofres do Estado é estimado em R$ 57 milhões.

O governador tem como seu principal aliado no Estado o senador Valdir Raupp, que é primeiro vice-presidente do PMDB, maior partido da base de apoio ao governo federal.

A investigação, iniciada em 2012, apurou que empresas interessadas em participar nos processos licitatórios no Estado precisavam doar financeiramente, formal ou informalmente, para campanhas eleitorais.

As licitações eram direcionadas para serem vencidas por empresas do esquema. Foi criado até um "fundo da propina", que chegava a movimentar R$ 2 milhões por mês. Os contratos corrompidos ocorreram em secretarias da Saúde e Justiça, entre outras, e superam R$ 290 milhões.

Tucano Expedito Júnior também é investigado em Rondônia

O dirigente do PSDB no Estado de Rondônia e ex-senador Expedito Júnior, que disputou o segundo turno das eleições para o governo local neste ano, também é investigado na Operação Plateias, deflagrada pela Polícia Federal na manhã desta quinta-feira (20).

A PF cumpre mandado de busca e apreensão na casa dele e também há mandado de condução coercitiva para que Expedito Júnior preste depoimento sobre as denúncias do esquema criminoso, formado por lobistas e agentes públicos para desviar verbas públicas e direcionar licitações no Estado.

A defesa do ex-senador informou à PF que ele está em uma fazenda dele na cidade Ji-Paraná e que irá se apresentar à polícia no município. Expedito Júnior disputou o segundo turno para o governo de Rondônia com o governador reeleito, Confúcio Moura (PMDB), também investigado na operação conforme informou o Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado, hoje.

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