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Estradas: impacto para a fauna é pesquisado


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De passagem por Bauru onde ministrou workshop sobre ecologia nas estradas, o pesquisador holandês Marcel Huijser ressaltou que os répteis e os anfíbios são os animais que mais morrem nas estradas em todo mundo. Isso porque, muitas vezes, em função de serem de pequeno porte, não são percebidos pelos motoristas mesmo quando são atropelados. Por isso, para ele, o impacto das rodovias para a fauna silvestre pode ser bem maior do que o estimado.

Dados do o Centro Brasileiro de Estudos de Ecologia de Estradas (CBEE) indicam que devem morrer cerca de 450 milhões de animais diariamente nas rodovias brasileiras. A convite da Concessionária Auto Raposo Tavares (Cart), na última quarta, o pesquisador holandês Marcel Huijser apresentou seus estudos sobre o impacto das rodovias para o meio ambiente.

“O motorista está no carro e, por isso, sua percepção fica diminuída para notar anfíbios ou répteis. Além disso, a colisão com esses animais não gera danos aos veículos”, comenta o pesquisador. Por serem pequenos e com uma estrutura corporal mais frágil, o que sobra do animal após o atropelamento vira uma massa de difícil identificação.

Medidas de proteção

Para Huijser, oferecer oportunidades seguras de travessia para os animais  em regiões próximas às rodovias com a implantação de passagens de fauna é fundamental para a segurança do animal e do próprio usuário da via.

Ele ressalta, ainda, que o motorista também precisa colaborar, reduzindo a velocidade em trechos com sinalização indicativa de presença de animais, além de redobrar toda a sua atenção geral.

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