Desde que passou a ampliar suas atividades (de cursinho pré-vestibular a ensino médio), o D’Incao Instituto de Ensino adotou a metodologia internacional “one to one”, que significa um computador ou tablet por aluno. Os dispositivos da marca Apple foram indicados como parte do material escolar e uma metodologia de ensino própria foi criada em cima deste novo campo tecnológico. Foi esse trabalho de mais de seis anos que levou a escola a receber a certificação internacional Apple Distinguished School.
No Brasil, apenas três instituições de ensino têm esse reconhecimento: Colégio Arbus (ABC), Colégio Visconde de Porto Seguro (São Paulo) e Colégio Next Itatiba.
“Nós preparamos a escola para que ela já tivesse como um dos focos o trabalho com o computador. Em 2014, começamos com um iPad por aluno no Ensino Fundamental também. Há mais de um ano, a Apple vem pesquisando a nossa metodologia e veio ver de perto como funciona. No dia 7 de novembro, recebemos um e-mail dizendo sobre a certificação. Ou seja, uma escola de Bauru que é referência mundial no uso de tecnologia da educação”, disse Pedro D’Incao, diretor da unidade de ensino e professor de física.
A metodologia de ensino criada foi demonstrada à equipe educacional Apple também através de um vídeo e um eBook. “Usamos a tecnologia no sentido de que o professor possa fazer coisas que, na época dele, dos nossos pais, era impossível ser feito”, destaca Carlos D’Incao, sócio-proprietário da instituição de ensino, em um vídeo que justificaa a importância da metodologia.
Em janeiro, o colégio deverá ser visitado por funcionários da Apple para, enfim, receber a placa de Apple Distinguished School.
Estruturando
A sugestão inicial pela escolha da marca Apple veio do próprio Carlos D’Incao. Então, a equipe decidiu avaliar as vantagens. “Fomos investigar sobre o sistema operacional e as próprias máquinas. Percebemos que existiriam inúmeras vantagens em relação aos antigos PCs. Tínhamos preocupação com vírus, e o fato da Apple ter um know-how de mais de 30 anos na área educacional, trazendo uma quantidade enorme de aplicativos educacionais, também contou”, explicou Pedro D’Incao.
Para conseguir essa interação “professor-aluno-tecnologia”, o investimento físico foi grande. Servidores equipados para conseguir adaptar uma rede de alto desempenho e treinamento, além da capacitação dos docentes.
“A tecnologia evoluiu muito e queremos que essa nova geração use a tecnologia com ética, como se deve. O conhecimento que eles têm aqui é de nível mais aprofundado do que em muitas universidades brasileiras. A precisão destes aplicativos é muito grande”, enfatizou o professor Ulisses Antônio de Andreis, que é coordenador na área de ciências naturais.
Método
Os recursos tecnológicos foram inseridos no dia a dia da escola. “O computador tem que ser como a lousa na sala de aula. Tem que estar integrado no processo educacional”, salientou Ulisses de Andreis.
Para garantir uma maior interação entre professor e aluno e ainda garantir que o dispositivo fosse usado apenas com a finalidade educacional dentro da escola, existe um programa que faz o monitoramento.
O diretor Pedro D’Incao exemplificou mostrando um aplicativo sobre o corpo humano. A tela é aberta pelo docente e, enquanto ele não encerrar o programa, o aluno não consegue mais acessar nenhuma outra página. “Só o D’Incao usa esse software na América Latina”.