Fotos: Aceituno Jr. |
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O armador Larry Taylor passa pela marcação dos uruguaios: time bauruense não deu chances aos rivais e “passou por cima”, dando verdadeira “aula” de basquete |
O Paschoalotto/Bauru mostrou força jogando no Ginásio Panela de Pressão e venceu o Malvin, do Uruguai, por 103 a 57, na noite desta terça-feira (25), pela semifinal da Liga Sul-Americana de Basquete. Empurrado pela torcida que lotou as arquibancadas, o Dragão foi superior desde o começo, ganhando os quatro períodos da partida. Na decisão do título, os bauruenses vão encarar o Mogi das Cruzes, que na preliminar superou o Boca Juniors.
A finalíssima será quinta-feira (27), às 21h30, novamente na Panela. Antes, a partir das 19h15, Boca e Malvin duelam pelo bronze. Os ingressos para a decisão estão à venda na Paschoalotto Serviços Financeiros (Rua Durval G. de Azevedo, 2-144, perto do Bauru Shopping), ao preço de R$ 30,00 (R$ 15,00 a meia com carteirinha de estudante) e R$ 50,00 a cadeira, das 8h às 18h desta quarta-feira (26) ou até se esgotarem. Ainda restam 500 bilhetes.
Bauru tem a chance de conquistar o maior título de sua história – o primeiro internacional – de forma invicta: ganhou os sete jogos até a semifinal. Além disso, segue imbatível contra clubes estrangeiros em casa.
O primeiro quarto começou tenso, e a primeira bola demorou um minuto para cair, e foi do time uruguaio. Porém, logo Bauru se encontrou no jogo e levantou a torcida com bela cravada de Alex Garcia. Jefferson também calibrou a mão nos chutes de longe, e Larry e Robert Day não desperdiçaram suas chances, fechando a parcial em 31 a 18.
No segundo período, Jefferson abriu a contagem com chute de três pontos, seguido por outra bola do perímetro de Hettsheimeir. Bauru abriu o dobro da pontuação do Malvin (40 a 20), e em seguida Mathias entrou na partida e converteu mais dois pontos. O pivô Murilo Becker, recuperado de lesão, também retornou às quadras após dois meses afastado. Os uruguaios tentavam melhorar no ataque, puxados pelo experiente Mazzarino, porém o Dragão ‘cuspia fogo’ na Panela e, com mais dois pontos de Larry, foi para o intervalo vencendo pelo placar de 59 a 30.
O terceiro período seguiu com domínio bauruense. Jefferson e Hettsheimeir continuaram certeiros da linha de três pontos, e Murilo também arriscou e acertou de fora. Os donos da casa foram para o último quarto vencendo por 83 a 47. Na parcial final, o Dragão administrou a ótima vantagem construída nos três primeiros quartos, e seguiu imprimindo bom ritmo ao jogo, chegando a abrir 12 a 2 na metade do período, com Gui e Robert Day convertendo as principais bolas no ataque. Guerrinha ainda poupou os principais jogadores e colocou os atletas mais jovens nos instantes finais, fechando o jogo em 103 a 57.
‘Não ganhamos nada’, diz Guerrinha
O técnico Jorge Guerra, o Guerrinha, enalteceu a vitória do Paschoalotto/Bauru, mas destacou que a decisão da competição segue em aberto. “Tivemos o mérito de tirar o volume de jogo do Mazzarino e do Bavosi, que sempre pontuam bem, além do ataque nosso ter funcionado. Agora, é outro jogo contra Mogi. Temos o favoritismo de estar em casa e termos jogadores experientes, mas eles (Mogi) chegaram com méritos aqui”, reforça o treinador bauruense. O ala Alex Garcia pontuou a força de Bauru para vencer. “O time construiu o resultado e soube jogar. Agora é manter o foco para a partida de quinta-feira, porque o título está em aberto”, ressaltou o jogador bauruense, bicampeão da Liga Sul-Americana com o Brasília, em 2010 e 2013. Bauru fará amanhã sua segunda final internacional. A primeira vez foi em 1999, na Copa dos Campeões Sul-Americanos, contra o Vasco da Gama, quando perdeu no Maracanazinho.
Na prorrogação, Mogi derrota o Boca Juniors
Em jogo emocionante, o Mogi das Cruzes assegurou sua vaga na final ao vencer o Boca Juniors (Argentina) por 87 a 85. Os portenhos ficaram à frente até o terceiro quarto, quando os brasileiros encostaram a viraram o marcador. Porém, nos minutos finais, o Boca – time do ex-bauruense Fabian Barrios – empatou em 75 a 75, e restando dois segundos para terminar a partida, os mogianos desperdiçaram o último ataque.
O Boca chegou a abrir frente no tempo extra, mas em noite inspirada dos americanos Shamell e Tyrone, Mogi ganhou por 87 a 85. Shamell foi o cestinha, com 29 pontos, e Tyrone fez duplo-duplo, com 16 pontos e 15 rebotes.
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Ala Gui Deodato crava durante ‘massacre’ bauruense na semifinal contra o Malvin por 103 a 57 |

