Tribuna do Leitor

Uma rua chamada Agudos


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Com a devida vênia do poeta gaúcho que homenageou o Alegrete, também quero dizer: "Não me perguntes onde fica Agudos, siga o rumo de seu próprio coração".

O Principado de Agudos cresceu, fez-se notado, chama a atenção. Na expectativa do livro sobre a Rua 13 de Maio, da profa. Lya De Rosa, me vem à lembrança inúmeros acontecimentos.

Fatos alegres, cômicos e tristes como os desfiles cívicos, as paquerinhas, os corsos carnavalescos e o acompanhamento pelo povo ao "de cujus" com destino à sua última morada, tudo passava pela 13.

Bar Cruzeiro, Banco Noroeste (do Rochinha), Casa dos 2 Cruzeiros (ou seria 2 mil réis?) são lembranças vivas em minha mente. A Papelaria Castro, onde a mando de minha prima Jandira Rangel, ia buscar o último número da revista Grande Hotel. Lá tive meus primeiros contatos com os gibis como Texas Kid e Capitão Marvel...

Hoje, a nossa Notting Hill, como um cordão umbilical, liga as estações ferroviárias da Sorocabana e Paulista de Estradas de Ferro. Marcos da fase áurea dos trens a vapor.

As lojas foram repaginadas, receberam pintura nova e vidros blindex, enfim um luxo. A camada antiga de pedras e cascalhos, cobertura alfáltica e temos até semáforos!

As fachadas de seus prédios históricos que guardam tatuados os acontecimentos marcantes mostram um povo generoso e acolhedor.

Parabéns, profa. Lya, pela iniciativa. Aguardamos o livro na certeza que nos trará momentos de lembranças e rara felicidade. Um fraterno abraço do agudense

Mário Augusto Ferreira de Andrade

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