A mesatenista Jéssica Prates, de Marília, integrou a seleção brasileira feminina pela primeira vez em 2014, para disputar um torneio em Buenos Aires, na Argentina. E após os Jogos Abertos, quando defende sua cidade, irá a um intercâmbio no Japão e na China. “Embarco dia 8 de fevereiro para Pequim e Xangai, e fico 20 dias na China. Depois, serão 40 dias no Japão. Um intercâmbio como este é o sonho de qualquer atleta, podendo treinar com jogadores dos melhores países. Assim que eu recebi o convite fiquei muito contente e aceitei de imediato”, explica.
“Eu comecei no tênis de mesa aos 12 anos, em Marília, e fiquei lá até os 17 anos, quando fui para São Paulo treinar. Desde o ano passado estou de volta a Marília, que tem sempre teve uma tradição no tênis de mesa. Lá tem muita escolinha, bons atletas”, diz a mariliense, de 22 anos.
Outro destaque feminino que veio a Bauru é Lígia Silva, de Santos, da seleção brasileira. “Atualmente sou a terceira brasileira no ranking mundial, mas aqui (nos Abertos) o mais importante é representar bem a cidade, e deixar qualquer favoritismo de lado”, reforça.
Inverso
Se Jéssica Prates ficará dois meses na China e no Japão, Gui Lin fez o caminho contrário. Ela é chinesa e há nove anos veio treinar no Brasil, sempre defendendo São Bernardo. Em 2012, conseguiu a naturalidade brasileira – assim como o armador Larry Taylor, do Bauru Basket – e defendeu o Brasil em Londres. “O idioma ainda é um obstáculo, o Português é uma das línguas mais difíceis do mundo”, reitera Gui Lin que foi namorada de Zizao, ex-jogador do Corinthians, mas evita falar do tema. “Não gosto muito do assunto”, diz, de forma tímida.
A disputa do tênis de mesa ocorre no Boulevart Shopping Nações.