Um pedido de vista do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux interrompeu ontem o julgamento que vai decidir se os deputados José Aníbal (PSDB-SP) e Rodrigo Garcia continuarão sendo investigados num inquérito sobre o pagamento de propinas em obras do Metrô durante gestões tucanas em São Paulo.
O inquérito está sendo analisado pela 1.ª Turma do STF, composta por cinco ministros. Em setembro, o relator Marco Aurélio Mello e o ministro Dias Toffoli votaram pelo arquivamento da investigação. Ontem, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso foram favoráveis ao prosseguimento.
A expectativa é que Fux libere o caso para julgamento na semana que vem, quando dará seu voto decisivo sobre o inquérito e decidirá se as investigações devem prosseguir sobre os dois ex-secretários do governo Geraldo Alckmin.
Em setembro, quando votou pelo arquivamento, Mello disse que, após testemunhas serem ouvidas, não ficou comprovado o envolvimento dos deputados no episódio. Os dois eram investigados devido ao depoimento dado em delação premiada por um ex-diretor da Siemens Everton Reinheimer.
Barroso, ontem, defendeu um pedido do Ministério Público, para que exista uma cooperação entre o Brasil, Suíça e Luxemburgo visando o aprofundamento das investigações através da troca de informações e documentos entre os países.