A Polícia Civil de Agudos (13 quilômetros de Bauru) investiga a autoria de agressão ocorrida durante um show do cantor MC Guimê no último dia 16 de novembro na cidade. O operador de empilhadeira Diego Adelino Siqueira, 26 anos, alega ter sido agredido por um segurança particular do músico, quando ele e a esposa tentavam tirar fotos com o artista no camarim.
De acordo com o delegado titular de Agudos, Jader Biazon, um boletim de ocorrência (BO) de lesão corporal foi registrado e a polícia tenta levantar a identidade do acusado. “Quando tivermos a identificação, vamos confirmar se a vítima deseja processar os autores, para que o caso seja encaminhado ao Poder Judiciário e eles (os acusados) possam, então, responder pelo crime”, explicou o delegado.
Em entrevista ao Jornal da Cidade, Diego contou que, no final do show, ele e a mulher, Eduarda Cristina Pereira, 23 anos, se dirigiram próximo ao camarim do cantor, onde vários fãs aguardavam em uma fila para tirar fotos com o músico. “Pedi que uma amiga minha, contratada como segurança pela casa de shows, tentasse autorização para que a gente entrasse no camarim. Ela me levou até o local, quando esse segurança me barrou e disse que eu não entraria. Depois ele já me deu um soco no nariz e eu caí. Depois já não lembro mais de nada”, relatou.
Segundo a esposa de Diego, mesmo no chão, o segurança ainda teria chutado várias vezes o seu marido. “Me abaixei e pedi: ‘pelo amor de Deus, pare de chutá-lo, moço’. Ele me olhou e deu mais uns chutes nele antes de parar”, contou Eduarda, acrescentando que não havia ambulância no local para fazer o socorro.
Diego foi levado ao pronto-socorro da cidade pela segurança Nathaly Diegas, que intermediou a autorização para as fotos com o cantor. O jovem levou três pontos no nariz e foi submetido a exame de corpo de delito. “Ele sangrava muito”, disse Nathaly.
A reportagem tentou contato com a assessoria de imprensa do músico, mas ninguém retornou às ligações até a noite de ontem.
O advogado da vítima, Carlos Eduardo Corrêa Cabrera, disse que deve entrar com uma ação contra o segurança do músico de reparação por danos morais. Só está aguardando a identificação de quem foi o responsável e a casa de shows se protinficou a testemunhar sobre o caso.
‘Foi antiético da parte dele sair agredindo os fãs’, diz testemunha
A segurança contratada pela casa de shows e amiga da vítima, Nathaly Diegas, repudiou a atitude do guarda-costas de MC Guimê após o show em Agudos. “Lamentável essa atitude. A gente, como segurança, tenta conter eventos dessa naturalidade. É antiético da parte dele sair tumultuando e agredindo os fãs”, disse.
Nathaly contou que chegou a pedir autorização do cantor para que Diego e a esposa entrassem no camarim. “Conversei pessoalmente com o MC Guimê e falei que tinha um fã querendo tirar foto. O artista respondeu: ‘sem problema, pode chamar ele para entrar’”, disse.
“Outro segurança que estava dentro do camarim berrou que ninguém mais iria tirar foto, mas Guimê falou de novo que era para o rapaz entrar. Foi quando esse segurança saiu, deu de frente com o Diego na porta e já desferiu um soco no rosto dele. Em seguida, começou a chutá-lo enquanto ele estava caído. E Diego não estava tumultuando e nem bêbado, só queria tirar uma foto”, lamentou Nathaly.