Geral

Apostila auxilia alunos com deficiências

Marcele Tonelli
| Tempo de leitura: 2 min

Servir de parâmetro para professores aprimorarem sua comunicação com alunos que possuem algum tipo de deficiência. Essa é a proposta de um projeto elaborado por um grupo de jovens entre 12 e 14 anos, estudantes do Sesi de Bauru. Após terem aprovada sua proposta na primeira fase do 6.º Torneio de Robótica do Sesi – onde levaram a 5.ª colocação entre as 33 cidades que disputavam -, eles seguem, agora, para a etapa estadual da competição, que será realizada nesta sexta-feira (28) até domingo, em Presidente Epitácio.


Neste ano, o tema do torneio é relacionado à educação e os estudantes tinham como tarefa encontrar formas de como aprimorar os conhecimentos adquiridos, sejam por grupos de pessoas, animais ou outros.


Pesquisa


O processo de pesquisa teve início em agosto. E os oito alunos do grupo do Sesi de Bauru resolveram trabalhar com a questão da defasagem na comunicação entre professores e alunos com algum tipo de distúrbio, seja dislexia, síndrome de down, transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), entre outras.


“Entender todo o conteúdo apenas através da escrita e da fala são tarefas difíceis, para qualquer pessoa, mas em específico para esses alunos com dificuldade. Analisando a transmissão e entendimento de conhecimento, eles fizeram algumas pesquisas de campo e, a partir delas, pensaram em formas de auxiliar, não só o grupo escolar, mas também os familiares, colegas e os próprios alunos a estabelecer uma comunicação efetiva e melhor compreensão de comando e de conteúdos tanto sociais quanto acadêmicos”, explica o professor do grupo, Paulo Roberto Fernandes.


HASS


Apesar de levar o nome robótica, o torneio incentiva os alunos a trabalhar com ciência e tecnologia no ambiente escolar resolvendo problemas diversos do mundo real, pesquisando, planejando e projetando soluções para situações concretas.


A partir do conhecimento adquirido, eles desenvolveram um referencial, uma espécie de apostila, contendo uma metodologia de ensino que chamaram HASS (Histórias para Assuntos Acadêmicos e Sociais). “Essa ferramenta de ensino tem como base o uso de imagens e da comunicação alternativa, que está relacionada às formas de comunicação que não envolvam escrita. No caso dos deficientes auditivos, a libra é a principal linguagem usada, já para todas as outras crianças são os desenhos”, pontua Paulo Roberto.


A apostila indica aos professores um passo a passo para que ele facilite a compreensão dos estudantes que tem dificuldades na aprendizagem.


Apesar de parecer algo simples, a solução é trabalhosa, a escolha das imagens demanda todo o cuidado do professor. Na etapa estadual, o grupo competirá com outras 42 equipes das unidades do Sesi no interior. A classificação garantirá uma vaga para a etapa nacional da competição.


Serviço


O material em PDF da apostila desenvolvida pelos estudantes pode ser acessado por qualquer pessoa na página do Sesi no Facebook: Sesi Fênix Bauru.

Comentários

Comentários