Saúde

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Daniela Hueb
| Tempo de leitura: 4 min

Terapia nutricional na Doença de Wilson
A doença de Wilson (DW) é uma doença rara transmitida por via autossômica recessiva devido à ausência ou deficiência de uma ATPase transportadora de cobre, envolvendo o cromossomo 13 do gene ATP7B1. O produto desse gene é fundamental para o transporte do cobre através das membranas das organelas intracelulares e sabe-se que sua ausência ou função diminuída pode reduzir a excreção hepática de cobre na bile e causar o acúmulo do metal na doença.

Acúmulo de cobre
A sintomatologia da doença relaciona-se ao acúmulo de cobre nos diversos tecidos, principalmente fígado, gânglios da base, córneas, rins e articulações, sendo mais comuns as manifestações neurológicas e hepáticas. A maioria dos autores relata que os alimentos ricos em cobre e que devem ser evitados por paciente com DW são chocolate, castanha, cogumelo, crustáceos e brócolis. Cogumelos e crustáceos são alimentos normalmente consumidos em pequenas quantidades e, por isso, não representam uma fonte potencialmente perigosa para pacientes com DW. A literatura descreve, também, como alimentos ricos em cobre abacate, pão, batata doce e carne de porco.

Tratamento farmacológico
A principal opção de tratamento é farmacológica, mas o aconselhamento nutricional, que envolve principalmente a restrição de alimentos ricos em cobre, também é importante para aumento da expectativa e qualidade de vida. A terapia nutricional deve corroborar o tratamento farmacológico da DW, favorecendo incremento da qualidade de vida de seus portadores.

Pilates e hérnia
A hérnia de disco é um processo em que ocorre a ruptura do anel fibroso, com subsequente deslocamento da massa central do disco nos espaços intervertebrais. Esse processo ocorre com maior frequência em pacientes entre 30 e 50 anos, embora também possa ser encontrado em adolescentes e pessoas idosas e muito raramente em crianças. Dentre as causas de formação de hérnias de disco, pode-se considerar o esforço intenso em flexão de tronco, obesidade, hipotonia, traumatismo, alterações degenerativas, má formação congênita e sedentarismo.

Prevenção e tratamento
Devido aos sérios riscos desta patologia, a estabilização da coluna vertebral é um potente auxiliar na prevenção e alívio de dor para os portadores de hérnia de disco. Nesse sentido, o Método Pilates tem sido apontado como boa alternativa para prevenção e tratamento de hérnias discais. O objetivo do Método Pilates é restabelecer o funcionamento ideal do corpo, podendo ser utilizado tanto como um exercício de condicionamento como parte de um programa fisioterápico de reabilitação. Acredita-se que o Método Pilates é capaz de proporcionar força, flexibilidade, melhora da postura, controle motor, melhora de consciência e percepção corporal.

Melhora postural
Dessas capacidades, parece que a flexibilidade é a mais acentuada pelo Método, em especial com melhoria na região dos músculos paravertebrais e posteriores de coxa, o que seria altamente recomendado para amenizar dores em indivíduos com hérnia de disco. Outro benefício do Pilates é a melhora postural e redução do ângulo da cifose, sendo assim importante aliado no ganho de flexibilidade e alteração postural. O ganho de consciência corporal e consequentemente melhora dos alinhamentos e encaixes pode corrigir sobrecargas e compensações indevidas em outras regiões do corpo e liberando-as para desenvolverem suas próprias potencialidades em harmonia e equilíbrio.

Estado nutricional e diabetes gestacional
Crescentes evidências científicas indicam que o peso pré-gestacional e a quantidade de peso ganho durante a gravidez podem afetar a saúde da mãe e do bebê. Por isso, profissionais de saúde e gestantes devem trabalhar em conjunto para definir metas de ganho de peso na gravidez com base em diretrizes e outros fatores relevantes para as necessidades individuais de cada paciente. As mães classificadas com sobrepeso ou obesidade, avaliadas pelo IMC, apresentam risco de complicações médicas e obstétricas, resultando em aumento da mortalidade materna e de resultados fetais adversos.

Mães com sobrepeso
Os bebês de mães com sobrepeso e obesidade são frequentemente macrossômicos e exigem internações prolongadas. Além disso, crianças que são grandes para a idade gestacional (GIG) ao nascimento e, portanto, possivelmente expostas a um ambiente intrauterino de diabetes ou obesidade materna, têm maior risco de desenvolver a síndrome metabólica, perpetuando o ciclo da obesidade e resistência à insulina nas gerações seguintes. Diante do exposto, iniciar uma gravidez com sobrepeso ou obesidade, bem como ter ganho de peso gestacional excessivo, pode aumentar situações de alto risco gestacional como o diabetes gestacional (DG).

Multidisciplinar
Orientações adequadas às pacientes com sobrepeso, dieta e exercícios com a participação de uma equipe multidisciplinar são fundamentais para reduzir esses riscos. No entanto, o ideal seria que as orientações não ocorressem somente durante a gravidez, mas também quando as mulheres planejam engravidar, dado que muitas devem perder peso antes da gravidez para atingir um IMC mais próximo da normalidade.

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