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Tecnologia alemã coloca casa de pé na Vila Dutra durante a tarde

Cinthia Milanez
| Tempo de leitura: 1 min

O coordenador de RH Robson Caetano, 34 anos, mora há 20 anos em uma casa alugada localizada no Parque Jaraguá, em Bauru. Na tarde de ontem, todavia, ealizou o sonho da casa própria em grande estilo. Em pouco mais que quatro horas, a residência ficou pronta, faltando apenas o acabamento, que deverá ser concluído em três dias. O novo espaço fica na quadra 3 da rua Avelino Carneiro Lessa, na Vila Dutra.

“Eu farei financiamento junto à Caixa e espero receber subsídios do Minha Casa Minha Vida”, diz.

Ele foi o primeiro na cidade a ter casa “ecologicamente correta” e construída em período tão curto. A nova tecnologia garante emissão de 80% menos gás carbônico durante a construção, além de ter mais eficiência térmica e 85% menos resíduos.

De acordo com José Márcio Fernandes, engenheiro da Tecverde, empresa que trouxe a tecnologia alemã ao Brasil há cinco anos, as paredes, lajes e cobertura foram produzidas em fábrica em duas horas. O restante do tempo, ou seja, pouco mais que duas horas e meia, foi utilizado para montar a residência com o auxílio de três funcionários e um guindaste de pequeno porte.

Segundo o engenheiro, com a tecnologia convencional, são necessários 400 operários para fazer mil casas de 45 metros quadrados ao longo de um ano. Diante da técnica importada, 120 funcionários “dão conta do recado” exatamente no mesmo período de tempo. “Portanto, temos redução de mão-de-obra e ganho de velocidade é cerca de três vezes maior”, justifica Fernandes.

Já para Juarez Wieck, presidente da CasaAlta, empresa parceira da Tecverde, a tecnologia é mais rápida, não muito cara e de qualidade superior. “Na Alemanha, apenas mansões são construídas com a tecnologia. Nossa proposta é fazer o contrário, ou seja, casas populares para o Minha Casa Minha Vida”, finaliza.

 

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