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Escritórios do Incra em Bauru e Iaras são ocupados pelo MST

Paola Patriarca
| Tempo de leitura: 2 min

Malavolta Jr.

Integrantes do MST ocupam escritório do Incra, em Bauru, na manhã desta quarta-feira

Integrantes do Movimento Sem-Terra (MST) ocuparam o escritório do  Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), na manhã desta quarta-feira (3), no Jardim América, em Bauru.

Cerca de 80 pessoas estão no local com o objetivo de pressionar a distribuição de terras na região de Bauru, que estariam improdutivas.

A ocupação no Instituto Biodinâmico (IBS) foi realizada de forma pacífica, mas integrantes teriam murchado os quatro pneus de um carro pertencente ao Incra. Segundo os manifestantes, o Instituto ainda não cumpriu as promessas feitas em relação às terras da região de Bauru, como Borebi e Agudos. O grupo pretende ficar no escritório até o final da tarde. Uma assembleia foi marcada na sede do Incra, em São Paulo, para esta quinta-feira (4).

Em Iaras (90 quilômetros de Bauru), cerca de 50 famílias também ocuparam o escritório do Incra, localizado na área central do município. A ocupação também segue pacífica e uma equipe policial está no local para acompanhar o protesto.

Segundo Claudete Pereira de Souza, que faz parte da direção estadual do MST, desde o início do ano os assentados estão em diálogo com o Incra e apresentaram pautas ao longo do ano.

“O Incra prometeu cumprir até dezembro algumas pautas relacionadas às terras improdutivas. Porém, até agora nada. Então, a ideia é chamar a atenção deles para que possam viabilizar o processo de reforma agrária na região. Estamos aguardamos o retorno”, informou.

Ainda de acordo com Claudete, a manifestação ocorre em caráter estadual. “As sedes do Incra em outras cidades no Estado e na região já foram ou estão sendo ocupadas, como, por exemplo, Andradina. O intuito é que pelo menos uma pauta apresentada seja cumprida até o final do ano”, disse Claudete.

Segundo a assessoria de imprensa do Incra, o Instituto não recebeu nenhuma pauta dos manifestantes e lamenta as ocupações, pois vem se empenhando no cumprimento de todas as metas do seu planejamento anual, conforme apresentado com transparência em relatórios e reuniões com os movimentos sociais.

Ainda de acordo com a assessoria, não há pedidos de encontros não atendidos e a reunião para amanhã foi marcada antes das ocupações com a coordenação estadual do MST.

Para o Incra, as manifestações  prejudicam  as famílias assentadas, pois ficam privadas de assistência técnica, ações de infraestrutura, apoio à comercialização, liberação de créditos e demais ações.

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