Regional

Sem identificação, corpo é sepultado

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 2 min

Mesmo sem identificação oficial, ontem, familiares de Cleonice Silva Santos Ferreira, 45 anos, arrastada por enxurrada durante forte temporal que atingiu Ourinhos (130 quilômetros de Bauru) no dia 25 de setembro (leia abaixo), velaram e sepultaram o corpo em decomposição encontrado anteontem de manhã no córrego Monjolinho. Segundo a polícia, o resultado do exame de DNA que irá confirmar a identidade da vítima pode demorar até 90 dias.

Conforme divulgado pelo JC, o corpo que pode ser de Cleonice foi avistado por um casal na terça-feira, por volta das 11h, próximo a um bambuzal no córrego Monjolinho, distante apenas alguns quilômetros de onde ela morava com a família. O Corpo de Bombeiros foi acionado e, com auxílio de retroescavadeira, conseguiu retirar da água o cadáver, que estava preso em meio a lama.

De acordo com o delegado Pedro Alcântara dos Santos, da Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Ourinhos, o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) da cidade e o irmão de Cleonice forneceu material genético para que seja feita a confrontação por meio de exame de DNA pelo Instituto de Criminalística (IC) de São Paulo. O resultado, segundo a polícia, pode demorar até três meses.

O delegado conta que o marido de Cleonice, Carlos Lino Ferreira, reconheceu o cadáver como sendo de sua esposa por meio dos cabelos e que ele foi liberado à família para que fosse velado e sepultado como pessoa não identificada, sem a emissão de atestado de óbito. “Nesse caso, não tinha digitais e o rosto estava desfigurado. O marido afirma que é ela pelo cabelo”, declara. “Depois de identificado, se retifica o registro civil”.

Relembre o caso

Cleonice Silva Santos Ferreira, que morava com o marido e os filhos em uma casa às margens do córrego Monjolinho, no Jardim Ouro Verde, região do Horto Florestal, foi arrastada pela enxurrada durante uma forte tempestade, no último dia 25 de setembro.

Segundo informações do Corpo de Bombeiros, marido e dois filhos dela conseguiram se salvar quando a água invadiu o imóvel, mas a mulher não teve a mesma sorte. Durante vários dias, equipes dos bombeiros e Defesa Civil fizeram buscas pelo córrego e pelo rio Paranapanema, onde ele desemboca, mas Cleonice não foi encontrada. Os trabalhos foram interrompidos no início de outubro.


Os prejuízos

A forte tempestade que atingiu Ourinhos no fim de setembro e durou aproximadamente quatro horas deixou ruas alagadas e milhares de imóveis sem energia e derrubou mais de 200 árvores, postes de iluminação, placas de trânsito, semáforos e a estrutura metálica de uma instituição de ensino

Segundo a prefeitura, 50 famílias ficaram desabrigadas. Os prejuízos foram estimados em R$ 30 milhões e a prefeita Belkis Fernandes (PMDB) decretou situação de emergência para agilizar o pedido de recursos federais e estaduais.

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