Um dia depois da invasão, os cerca de 80 integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) que ocupavam o escritório de assistência técnica do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), no Jardim América, deixaram o local no final da tarde de ontem.
O movimento decidiu desocupar o escritório após uma reunião entre a Superintendência Regional do Incra de São Paulo e coordenadores estaduais do MST. “Tivemos algumas conquistas durante o encontro. Alguns pedidos como a regularização do assentamento Rosa Luxemburgo, em Agudos, e Maria Cícera, no Zumbi dos Palmares, foram acatados. Outros assuntos que envolvem mais burocracia ficaram para o começo do próximo ano, mas deixamos bem claro que iniciaremos 2015 com lutas”, garante Elizete Souza da Silva, dirigente do MST.
Além de Bauru, o escritório do Incra em Iaras (90 quilômetros de Bauru) também havia sido ocupado por 50 famílias. Porém, assim como em Bauru, a saída dos integrantes do movimento aconteceu ontem.
Incra
Em nota, a Superintendência Regional do Incra em São Paulo confirmou a realização da reunião. O órgão reitera que o encontro já estava agendado antes das manifestações nos escritórios e que a Procuradoria Federal Especializada, prestou todos os esclarecimentos sobre as diversas demandas apresentadas pelo movimento.