O deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que será candidato à presidência da Câmara no início de 2015, disse nesta sexta-feira (5) que o Congresso precisará dar "respostas" diante de uma crise política que pode surgir com o envolvimento de congressistas no escândalo da Petrobras.
Ele afirmou que, se houver processos de cassação, o Legislativo vai obrigatoriamente "procurar pautas para serem votadas para mostrar à sociedade que está deliberando" e que não está parado.
"Até acho que quanto mais confusão tiver mais fácil fica para votar qualquer coisa. Temos que inverter a lógica, dar respostas. Não podemos ficar reféns no Parlamento de apenas deliberações disciplinares", disse.
Já lançado ao cargo, o peemedebista está visitando Estados em busca de apoio. Nesta sexta (5), ele esteve em Porto Alegre e se reuniu com o governador eleito do Rio Grande do Sul, José Ivo Sartori, também do PMDB.
Conhecido por ter liderado uma rebelião no PMDB contra o governo Dilma Rousseff no início do ano, o deputado defendeu as gestões de seu partido no comando da Câmara. Disse que, se o PT estivesse ocupando o cargo, possivelmente o decreto que instituía os conselhos de participação popular não teriam sido derrubados, em outubro.
Também afirmou que, caso o Congresso não tivesse mudado as regras do superávit fiscal, nesta semana, o governo federal cumpriria a meta "na marra", reduzindo repasses a Estados e municípios até o fim do ano.
O deputado, porém, falou que não pretende ser nem uma "pedra no sapato" do governo Dilma nem "uma pedra na mão" e disse já contar com o apoio do vice-presidente Michel Temer, que é do PMDB.
"Passou-se a impressão que eu queria fazer uma candidatura de oposição ao governo. À medida que ele [Temer] teve a convicção de que ela não é de oposição, ele passou a apoiá-la."