Depois de pouco tempo do último manifesto neste ilustre informativo, retorno a ele não para criticar ou elogiar, mas para questionar algo: há mudança recolocando alguém que já está no poder há doze anos no poder? Bem, mas vamos que interessa. O país atravessa não somente uma crise econômica, financeira, social, de falta de recursos, mas sim uma crise ética, de valores mesmo.
Desde o dia 1 de janeiro de 2003 estes abutres ocupam o poder, primeiro ocupado pelo homem de nove dedos, que trabalhou pouquíssimo até decepar o dedo mindinho. Assim, sustenta-se há anos por meio dos valores cobrados pelo sindicato, órgão de suma importância para aqueles que verdadeiramente trabalham e sempre trabalharam e não somente comandavam greves como este senhor que, ao que consta, quer retornar ao posto mais alto da nação, se bem que ele nunca largou de lá, já que sempre comandou a sua "bonequinha paraquedista", que ao contrário dele nunca ocupou posto algum na política, mas na economia quebrando até mesmo alguns estados e municípios aonde prestou serviços.
Talvez eles não queiram "largar o osso" porque há muitos que são subsidiados com os mensalões entregues diuturnamente tanto no Poder Legislativo como alguns do Executivo e até alguns daqueles que maculam o Judiciário, que encarrega-se de julgar os milhares de processos que há anos estão parados.
O que é deveras grave são os membros desse partido, que de trabalhadores só tem o nome, pois todos os elementos que compõem a população deste país são trabalhadores e eles são tão somente metalúrgicos, se é que trabalham ou já trabalharam nas suas vidas de golpes como o homem de nove dedos e cujo nome tem quatro letras e representa um molusco de oito pernas.
O Brasil tem muitas potencialidades, não tem o seu ecossistema arrasado por furacões, tufões, nevascas, tornados, ciclones, mas que há esses "ladrões do erário" e que de quatro em quatro anos vem em rede nacional de rádio e tevê solicitar o voto de todos os milhões que exercem o tão desvalorizado, mas ainda tão importante ato cidadão do voto, que verdadeiramente é o único meio de se tentar mudar algo nessa terra de desmandos, e que é também o momento em que as diferenças são eliminadas, já que o voto de um rico tem o mesmo valor de um pobre, mas o que diferencia ambos é o modo como cada um exerce-o, não se devendo em hipótese alguma negociá-lo a troco de um refrigerante, um passe de ônibus, um lance, uma cesta básica ou ainda de fraldas ou medicamentos, cirurgias pagas em hospitais privados já que não tem condições financeiras de bancá-las, enfim, várias formas de compra de voto.
Mas lembre-se, leitor-eleitor, que sempre me honra com sua leitura atenta e questionadora: quem se sujeita à vender seu voto em troca de um benefício individual prejudica toda a coletividade e sempre terá "rabo preso".
Agora uma pergunta que não quer calar: "E os tais blacblocs mascarados de junho de 2013 que quebraram e destruíram patrimônio público, inerente a todos e até mesmo o patrimônio privado?" E todo aquele discurso aclamado em faixas protestando: "Ou mudam os políticos ou mudamos o Brasil?".
São na verdade um bando de arruaceiros oportunistas que organizaram até mesmo os tais manifestos populares julgando-se à época representantes de uma vontade comum, mas que usaram de um direito de demonstrar sua opinião por meios truculentos, quebrando, assaltando, depredando e até mesmo eliminando vidas que nada tinham a ver com a história, mas que ainda assim tiveram suas vidas ceifadas por uma súcia de baderneiros, isto é, uma quadrilha de desordeiros que se utilizam um pseudodireito de opinarem para destruir a tudo e a todos, mesmo que isso seja para satisfazer suas vaidades.
Portanto, não querendo alongar essa reflexão, deixo aqui uma frase de Martin Luther King: "O que me assusta não é o grito dos maus, mas o silêncio dos bons".
Um abraço a todos e obrigado pela atenção.
Rodrigo Cabello da Silva