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Com novas regras para domésticas, cresce demanda por terceirizadas

Folhapress
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 Ivanira Gomes trocou Portugal, sua terra natal, pelo Brasil há um ano por causa de uma confusão em um site de busca pela Internet.

 

Com a PEC das Domésticas, em vigor desde 2013, muitos brasileiros começaram a pesquisar na web empresas que prestavam serviços de limpeza em casa. Parte dessa pesquisa terminava no site da House Maid, franquia da família de Ivanira.

 

A confusão evidenciou a crescente demanda pelo serviço no Brasil. “Recebemos tantos pedidos de orçamento que vimos uma oportunidade. Viemos para cá e deu muito certo.”

 

Em 12 meses no Brasil, a House Maid abriu 13 lojas. Em 14 anos de Europa, criou 35 franquias em Portugal e duas em Luxemburgo.

 

As empresas que terceirizam o serviço de empregadas domésticas para residências tiveram um boom desde 2013 por causa das novas regras para contratação, que encareceram a faxina.

 

A House Shine, uma das primeiras a oferecer o serviço no mercado nacional, inaugurou 200 franquias em um ano. Criada também em Portugal em 2001, mas trazida ao país por brasileiros, a empresa superou o resultado na Europa. Lá, somava cem lojas espalhadas também pela Espanha, pela França e por Angola - o que hoje representa um terço das franquias abertas.

 

A empresária Mara Grillo Régis confirma a tendência. Cansada de pedir referências de domésticas e com o encarecimento do serviço, desde agosto ela contrata as profissionais da House Shine. “Não trocaria mais o serviço da empresa para contratar uma faxineira por conta própria. Eu não gasto nem com produtos de limpeza”, diz ela.

 

A cada 15 dias, duas funcionárias da House Shine fazem a faxina de seu apartamento de 60 m² na zona sul de São Paulo. E deixam “mimos de hotel” para a empresária, como proteção no papel higiênico e tolhas cuidadosamente dobradas. O custo é de R$ 155,00 por visita.

 

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