Caro missivista, sr. Carlos A. Paulino: vários são os motivos que causam acidentes nas cidades e estradas; imperícia, imprudência, falta de manutenção dos veículos, falar ao celular enquanto dirige, ingestão de álcool e outras drogas, dirigir colado no carro da frente e principalmente o excesso de velocidade.
Nova York, com os seus 8.330.000 habitantes, teve 178 vítimas fatais no trânsito urbano, em 2013. A saída urgente que as autoridades encontraram foi, apesar de muita gente contra, estabelecer o limite de 40 Km por hora no perímetro urbano. Bauru, com 362.062 habitantes, mesmo sendo muito menor que Nova York, já computou 31 vítimas fatais neste ano que ainda não findou.
Basta fazer um simples cálculo matemático para ver que, na proporção de Bauru, Nova York teria 690 vítimas e não 178. Daí a preocupação com a minha cidade, com as nossas crianças e nossos velhos, que são as vítimas. Os automóveis deverão continuar saindo de fábrica com todas as marchas necessárias, mesmo porque eles não foram feitos só para andar nas cidades mas também nas estradas. Só com primeira e a segunda marcha, como o sr., sugeriu, não ficaria bem.
Ontem, confirmando a minha teoria, saiu na primeira página da "Folha" que o sr. Fernando Haddad, prefeito de São Paulo, pretende reduzir a velocidade das "vias expressas" ( Marginal Tietê e Pinheiros) de 80 para 70 Km por hora e, onde já vigora 70, reduzir para 60 Km por hora.
Concordo que são necessárias maior fiscalização, punições mais severas, maior conscientização e melhor formação dos motoristas, mas essas são medidas a médio e longo prazo. De imediato eu fico com os 40 Km por hora.
Olivo Costa Dias