Tribuna do Leitor

O fim do rodízio do DAE


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Para quem mora no Jardim Bela Vista, nas proximidades da caixa d?água, assim como eu e minha esposa, não há o que comemorar ou praguejar a respeito do fim do necessário rodízio promovido pelo DAE. Moro no Bela Vista há 40 anos e sempre convivi com a falta de água nesse aprazível bairro. Aprendi desde criança com a minha mãe a valorizar a água nessa localidade de nossa cidade, tanto pela economia no valor da conta de água como pela falta do precioso líquido em nosso bairro.
Sempre assistia à minha mãe guardando água da máquina para a sua posterior utilização na lavagem do quintal ou mesmo para a descarga nos vasos sanitários, ou ainda me ensinando como deveríamos tomar banho: "Abra o chuveiro, se molhe, feche a torneira, lave sua cabeça e corpo, abra a torneira e se enxague". Levei esses ensinamentos para minha vida adulta, mas infelizmente minha conta não corresponde ao meu consumo de água. Por três meses consecutivos, exatamente desde o início do rodízio, venho recebendo contas com valores estratosféricos que não condizem com o meu consumo de água. O ar que circula pela rede de água é muito grande! Esse problema abate não só a mim, mas também alguns de meus vizinhos que vêm recebendo contas altíssimas.
E o que escutamos quando vamos ao Poupatempo? Sua casa tem vazamento! Nesse exato momento, não existe água na torneira da rua, mas o meu hidrômetro roda com uma velocidade impressionante. É extremamente desgastante ter que novamente me deslocar ao Poupatempo para reclamar mais uma vez de uma conta de água absurda. Além disso, tenho que assistir ao meu hidrômetro rodando sem ter água na torneira. Quem mora aqui sabe que sempre pagamos a tarifa de água, esgoto e a tarifa do AR.
Senhor prefeito Rodrigo Agostinho, vereadores, senhor presidente do DAE Giasone Albuquerque Cândia: quando vocês resolverão o nosso problema?

Adriano Ferreira Moreira

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