O procurador Luís Henrique Rafael, do Ministério Público do Trabalho (MPT) de Bauru, vistoriou as instalações da Sukest ontem à tarde e, após reunião com os diretores da empresa, aguarda para esta quinta-feira uma proposta definitiva da Sukest para assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), visando definir prazos para pagamento do que está em atraso junto aos funcionários. A audiência na quinta-feira será às 11h, na sede do MPT, ao lado da Praça da Paz.
Rafael confirma que estão pendentes os pagamentos de vale-transporte e vale-alimentação dos últimos dois meses, a primeira parcela do 13.º salário (que venceu no fim de novembro) e 30 dos 220 trabalhadores ainda não receberam o salário de novembro. “A reunião com a empresa foi produtiva. Conversei com os dirigentes e também com os funcionários, e também com o sindicato. A Sukest se comprometeu a apresentar até quinta-feira um cronograma para pagar os trabalhadores. O importante é que houve boa vontade da empresa, que não tem um histórico de dívidas trabalhistas”, frisou o procurador.
Além da situação envolvendo a mão de obra, a Sukest, presente há 26 anos na produção de sucos em pó, também teve falta de matéria-prima, o que motivou a paralisação das atividades no Distrito Industrial 1. “Os diretores da empresa informaram que amanhã (hoje) já haverá material novamente, permitindo a retomada da produção. E que está captando recursos junto ao mercado financeiro para isso e para pagar as pendências com os funcionários. Para o MPT, se não houver pagamento, bloqueiam-se os bens da empresa. Porém, a intenção é que haja uma saída pacífica da situação”, reiterou.
Hoje, inclusive, os trabalhadores realizarão uma assembleia para decidir se voltam ao trabalho.