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Ex-monitor de escola é condenado por abuso em Barueri; relatos são suficientes, diz juíza

Folhapress
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A juíza Cyntia Straforini, da 1.ª Vara Criminal de Barueri, na Grande SP, condenou a 13 anos e 4 meses de prisão o ex-funcionário de um colégio da cidade acusado de abusar de três crianças dentro da escola. 

 

Antônio Bosco de Assis, 44 anos, está preso desde 8 de maio com base nos relatos das meninas, de 3 anos de idade. Ele alega inocência, e ainda cabe recurso à decisão. 

 

A sentença foi publicada ontem. Para a magistrada, esse tipo de crime não costuma deixar outras provas além dos relatos das vítimas, que não teriam razão para acusar um inocente. 

 

Na sentença, a juíza ainda pede a abertura de um inquérito policial contra a advogada do réu, Anabella Marcantonatos, sob suspeita de ela ter fornecido à imprensa informações sobre o caso, que está em segredo de Justiça. Procurada, a advogada disse que, no momento, não iria se manifestar sobre a sentença. 

 

No processo, a advogada pedia à juíza que reabrisse a fase de instrução (diligências para coleta de provas), pois  não havia nenhuma prova técnica que incriminasse Antônio - como imagens das câmeras da escola e laudo de médico perito. 

 

A magistrada considerou o pedido impertinente, afirmando ter o dever de zelar pela celeridade do processo. Além disso, segundo a juíza, analisar todas as câmeras da escola em todos os dias do ano seria humanamente impossível e interrogar as crianças novamente as faria reviver o trauma. 

 

Segundo a sentença, não foi possível definir a data e o local exatos para o crime, o que contraria a denúncia do Ministério Público, feita em junho, que afirmava que o abuso ocorrera em 22 de abril dentro do prédio da educação física do colégio Mackenzie Tamboré. 

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