Cultura

Banda bauruense realizará uma turnê "hermana"

Wagner Teodoro
| Tempo de leitura: 1 min

Abanda bauruense Autoboneco+< realiza turnê internacional com apresentações confirmadas de hoje a domingo, em Buenos Aires, e nos dias 29 e 30, em Curitiba. Os shows têm performance audiovisual da banda, que estreia nova formação e vai tocar um repertório totalmente autoral, apostando na experiência sensorial em sua interação com o público.

 

O Autoboneco+< está com uma formação inédita para a turnê. Os únicos que já faziam parte da banda são o membro-fundador e fixo Aran Carriel (voz, guitarra, fx) e Renato Gimenez (guitarra e fx). Gimenez já integra a banda desde a turnê de 2011 “Suizidio Latino”, que passou por Buenos Aires, São Paulo e interior paulista, e também gravou com Autoboneco+< os discos Mizentropia (2010) e Suizidio Narcisista (2011).

 

Entram na formação Gabrielle Roz, no baixo e voz, e Thiago Padilha, da banda Projeto Trator, na bateria e percussão. “A mudança se deu pela impossibilidade e instabilidade dos membros restantes de Bauru. O Autoboneco+< sempre trabalha sobre a crise e a chance, sendo a improvisação uma constante desde seu surgimento nos anos 90”, declara Carriel. 

 

O vocalista afirma que parte dessa formação deve seguir com os shows do Autoboneco+< em janeiro. “O primeiro já está agendado com a banda belga Suit Side vs. Veda Plight”, comenta Carriel. De acordo com o vocalista, completam o grupo nessa turnê Fernando Galhano (live painting no palco durante os shows) e Allan Khalid Max (foto/vídeo).

 

Na “turnê hermana”, a banda vai mostrar repertório autoral que alterna em 13 músicas de discos recentes e antigos, além de músicas novas. “E improvisação sensorial (orgânica, eletrônica e visual) durante todos os shows”, destaca Carriel.

 

Improvisação

 

A nova formação da banda reunida recentemente, às vésperas da turnê, abre espaço para uma das marcas registradas do Autoboneco+<: a improvisação. “É uma grande loucura positiva, teremos poucos ensaios e gravações, mas tudo acontecerá bem. O entrosamento se dá como mágica e caos, todos estão livres para improvisação total, a própria ansiedade e tensão compõe o som”, define Carriel. “Todos conhecem as temáticas dos discos, vídeos e textos do Autoboneco+< e assim há unidade no antigrupo e autonomia individual. Maior o desafio, maior a satisfação”, conclui.

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