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'Não haverá terceiro turno na Justiça Eleitoral' diz Toffoli na diplomação

Folhapress
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Após o discurso da presidente Dilma Rousseff em sua diplomação, o presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Dias Toffoli, fez uso da palavra e disse que não haverá terceiro turno na Justiça Eleitoral.

 

Segundo ele, as eleições são uma página virada e esta é posição dos membros da corte e do próprio corregedor Eleitoral, ministro João Otávio Noronha.

 

"Eleições concluídas são, para o poder Judiciário Eleitoral, uma página virada. Não haverá terceiro turno na Justiça Eleitoral. Que os especuladores se calem. Não há espaço. Já conversei com a corte e é esta a posição inclusive de nosso corregedor geral eleitoral. Não há espaço para terceiro turno que possa vir a cassar o voto destes 54.501.118 eleitores", disse.

 

Processo 

Nesta quinta-feira (18) o PSDB ingressou com uma ação no TSE questionando a candidatura de Dilma por suposto uso da máquina pública e abuso de poder político e econômico. O processo está sob a relatoria de João Otávio Noronha.

 

Na diplomação, Dilma defende pacto anticorrupção e preservação da Petrobras

 

Em discurso após receber o diploma para assumir o segundo mandato presidencial, a presidente Dilma Rousseff conclamou brasileiros para um pacto nacional contra a corrupção, a reforma política e a preservação da Petrobras. Para a presidente, as irregularidades cometidas no passado não podem trazer conflitos para o presente.

 

Dilma defendeu a punição das pessoas que cometeram crimes mas defendeu que a maior empresa do país, a quem chamou de a "mais brasileira das empresas", não seja punida pelo erro de alguns dos seus diretores e presidentes.

 

"Chegou a hora de firmarmos um grande pacto nacional contra corrupção, envolvendo todos os setores da sociedade e do governo. Esse pacto vai desaguar na grande reforma política que o Brasil precisa promover no próximo ano", disse.

 

Em relação à Petrobras, a presidente disse que alguns funcionários foram atingidos no processo de combate à corrupção. "[Mas temos que] saber apurar e punir sem enfraquecer a Petrobras e sem diminuir sua importância para o presente e futuro [do país]".

 

Dilma afirmou ainda que quer ser a presidente capaz de liderar uma mudança cultural da sociedade em relação à corrupção. "É preciso ter com clareza que não é um conjunto de novas leis que vai resolver esse problema. Ela [mudança de cultura] tem que nascer dentro de cada lar, de cada escola, de cada alma de cada cidadão. Temos que criar uma nova consciência de moralidade pública. Quero ser a presidente que ajudou a tornar esse processo irreversível", disse.

 

Durante seu discurso, Dilma foi aplaudida quatro vezes, todos em momentos que defendeu o combate à corrupção. A presidente prometeu para o seu discurso de posse, no dia 1º de janeiro, detalhes das medidas que pretende adotar em seu segundo governo para garantir mais crescimento para o país, desenvolvimento econômico e progresso social.

 

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