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Quer levar um sapato para casa?

Mariana Gasparini
| Tempo de leitura: 2 min

João Rosan

Nádia deixa que população pegue os itens que não vão ao bazar

Quem passou pela quadra 5 da rua André Bonachella Palliaceri, no José Regino, em Bauru, deparou-se com uma  ‘montanha’ de sapatos usados ocupava uma das calçadas do local.

 

Pode até parecer estranho, mas este é o modo que Nádia Martins de Almeida, de 31 anos, encontra para ajudar quem precisa. Ela é voluntária da Casa de Apoio Efraim, entidade que ajuda na recuperação de dependentes químicos, por isso recebe vários tipos de doações e realiza bazares para ajudar a entidade.

 

Porém, os itens que não são usados em seus bazares, são colocados na calçada, em frente a sua casa, para as pessoas pegarem. 

 

A atitude ‘diferente’ fez com que o JC acreditasse que se tratavam de itens para descarte, conforme foi publicado na edição de ontem. “Eu trabalho como voluntária e recebo várias doações. Muitas pessoas sabem disso e pedem para que eu deixe o que não utilizarei em frente a minha casa”, conta. 

 

Sobre o fato dos sapatos estarem na calçada e sem qualquer tipo de ‘proteção’, Nádia afirma: “Eu pergunto se querem que eu coloque em alguma caixa, mas as pessoas da comunidade dizem que preferem sem nada porque é mais fácil”.

 

Boa causa

 

Nádia ainda explica que ajuda a Casa Efraim desde o ano passado, quando conheceu o projeto. “Eu peço ajuda para todas as pessoas que conheço para que seja repassado à Casa Efraim. Já consegui doação até da Alemanha. Este sapatos que estavam em frente a minha casa eu recebi de uma amiga que desmontou um brechó e fiz uma separação do que estava em melhor condição para fazer um bazar Muitos foram levados pelas pessoas que passaram e o que sobrou será doado a um bairro carente de Bauru”, conta Nádia.  “Inclusive, além dos sapatos, tinham cinco caixas com roupas. Quatro foram levadas”, acrescenta ela, também dizendo que leva muitas coisas ao Ecoponto.

 

Rápido

 

Acostumada a colocar itens de doações em sua calçada, Nádia explica que tudo fica por pouco tempo no local. “É algo que a própria comunidade pede. Mas é claro que se está ventando ou chovendo, eu não faço isso. Sei das minhas responsabilidades sociais e ambientais. Tanto que, quando eu vejo que as pessoas que me procuraram já recolheram o que queriam, eu volto o restante para minha casa e encaminho para outro lugar”, fibaliza Nádia. 

 

Ajuda

 

Coordenador da Casa de Apoio Efraim - que atende dependentes químicos -, Paulo Henrique Furquim conta que o que move a entidade são as doações. “Ficamos muito gratos com a ajuda que recebemos, se não fosse isso seria muito difícil nos mantermos sozinhos”, fala Paulo, que também atua como pastor da Casa.

Sobre o trabalho de voluntária que Nádia realiza na instituição, o coordenador diz que ela é uma enviada por Deus. “Nem tenho como agradecer o que ela faz. Nós temos muitas dificuldades, mas Deus tem levantado pessoas como a Nádia para nos ajudar”, afirma.

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