Regional

Menino de 2 anos morre atropelado

Paola Patriarca e Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 2 min

Um menino de apenas dois anos morreu após ser atropelado por um carro em frente a sua casa, anteontem à noite, em Balbinos (73 quilômetros de Bauru). No bairro, não existe rede de iluminação pública (leia mais abaixo). Lucas Henrique Rodrigues dos Santos chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no hospital.

 

Segundo a Polícia Militar (PM), o acidente ocorreu por volta das 20h, quando Lucas brincava com outras crianças em um terreno em frente a sua residência, no Conjunto Habitacional Nossa Senhora Aparecida. No momento em que atravessava a rua para entrar em casa, após ser chamado pela mãe, o menino foi atingido por um Gol, conduzido por mulher de 51 anos, moradora de Reginópolis, que não teve a identidade divulgada.

 

Ele foi socorrido e levado ao Pronto-Socorro (PS) da Santa Casa de Pirajuí, mas, em razão da gravidade dos ferimentos, acabou sendo transferido para o Hospital Estadual (HE) de Bauru, onde morreu de madrugada.

 

O caso foi registrado na delegacia de Balbinos como homicídio culposo (quando não há intenção de matar) na condução de veículo automotor. As circunstâncias do atropelamento serão investigadas pela Polícia Civil. 

 

No escuro

 

O conjunto habitacional onde ocorreu o acidente, construído através do Programa Minha Casa Minha Vida, foi entregue há cerca de dois anos sem a rede de energia elétrica. Para evitar prejuízos aos moradores, a prefeitura de Balbinos improvisou uma instalação precária no local. 

 

No ano passado, o município ajuizou uma ação para obrigar a CPFL a executar o serviço. Em fevereiro deste ano, Justiça de Pirajuí deu prazo de 60 dias à empresa para a conclusão da obra, sob pena de multa diária de R$ 1 mil.

 

Márcio Serrano, chefe de gabinete da prefeitura, conta que a CPFL recorreu da sentença. No mês passado, segundo ele, o Tribunal de Justiça (TJ) manteve a decisão de primeira instância. A empresa ingressou com embargos de declaração, mas o recurso foi rejeitado no último dia 15.

 

“A CPFL alega que teria que ter a aprovação do Graprohab (Grupo de Análise e Aprovação de Projetos Habitacionais do Estado de São Paulo), órgão estadual que fiscaliza os empreendimentos imobiliários, para instalação da energia elétrica. A gente entende que não”, diz Serrano.

 

 

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