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Obama promete reação contra Coreia


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Reuters

Obama disse ontem que gostaria que a Sony tivesse conversado com ele antes de cancelar filme

O presidente norte-americano, Barack Obama, prometeu que seu país irá reagir ao ciberataque contra a Sony Pictures atribuído ao governo da Coreia do Norte.

 

Obama disse que a agressão cibernética “casou muitos danos” à Sony, mas que acredita que a empresa cometeu um erro ao cancelar o lançamento do filme “A Entrevista”, uma comédia que mostra o assassinato do líder norte-coreano, Kim Jong Un.

 

“Iremos responder”, declarou Obama em uma coletiva de imprensa de final de ano. “Iremos responder proporcionalmente, e iremos responder no lugar e no momento e da maneira que escolhermos.”

 

Duas horas antes de seu discurso, a polícia federal dos Estados Unidos (FBI) anunciou que investigadores determinaram que a Coreia do Norte esteve por trás da invasão à Sony, classificado de ato inaceitável de “intimidação” com patrocínio estatal. Obama afirmou que a Coreia do Norte parece ter agido sozinha.

 

inusitado

 

Foi a primeira vez que os EUA acusaram diretamente outro país de uma agressão cibernética desta natureza em solo norte-americano.

 

A natureza do ataque e as ameaças dos hackers que levaram o estúdio de Hollywood a suspender o filme, o destacou em relação a outras intrusões cibernéticas, disse o FBI.

 

Obama disse que gostaria que a Sony tivesse conversado com ele antes de cancelar o filme, dando a entender que o gesto pode criar um precedente ruim. “Acho que cometeram um erro”, afirmou. “Gostaria que tivessem conversado comigo primeiro.”

 

Ele acrescentou: “Não podemos ter uma sociedade na qual o ditador de algum lugar começa a impor censura aqui nos Estados Unidos”.

 

Coreia nega

 

Um diplomata norte-coreano na Organização das Nações Unidas (ONU) declarou que Pyongyang não teve nada a ver com o ciberataque. “A República Democrática Popular da Coreia (Coreia do Norte) não é parte disso”, disse ele sob condição de anonimato.

 

A Coreia do Norte está sujeita a sanções dos EUA há mais de 50 anos, mas elas tiveram pouco efeito em sua política de direitos humanos ou no desenvolvimento de suas armas nucleares. 

 

Sony rebate críticas

 

O CEO da Sony Pictures, Michael Lynton, rebateu as críticas feitas pelo presidente americano, Barack Obama, à empresa que dirige.  “O presidente, a imprensa e o público estão enganados quanto ao que realmente aconteceu”. “Nós não somos donos de cinemas. Não podemos determinar se um filme será exibido ou não”, acrescentou. 

 

A resposta de Lynton veio horas após Obama ter criticado a decisão da empresa de adiar a estreia do longa “A Entrevista”. 

 

A comédia, que retrata uma conspiração para assassinar o líder norte-coreano, Kim Jong-un, enfrentou por meses críticas da Coreia do Norte.

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