â??Não nos importamos!â?, foi a resposta de Gregoire Parenty, vice-presidente de desenvolvimento de mercados da fabricante de aços sueca SSAB, sobre o posicionamento da empresa diante da crise polÃtica e econômica enfrentada pelo Brasil. â??Na verdade, estamos prestes a inaugurar um terceiro centro de distribuiçãoâ?, diz.
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Apesar dos problemas polÃticos envolvendo a Petrobras e da dificuldade para implementar um ritmo de crescimento próximo à s expectativas criadas em torno do paÃs, os investimentos estrangeiros mantêm o fôlego.
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A projeção do Banco Central, divulgada na sexta, é que o investimento estrangeiro direto feche 2014 em US$ 63 bilhões e suba para US$ 65 bilhões em 2015.
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Não é difÃcil encontrar respostas semelhantes à de Parenty entre outros executivos.
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Rolf Habben Jansen, presidente da transportadora internacional alemã Hapag-Lloyd, diz que o Brasil está entre suas cinco prioridades para 2015.
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Recentemente, a companhia concluiu a fusão com a transportadora chilena CSAV, o que garantiu à alemã uma fatia de quase 20% do mercado brasileiro.
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â??Qualquer lugar onde pensamos em investir, fazemos isso sob a perspectiva do longo prazo. O próximo ano, para nós, não é tão importante porque, como somos uma empresa de uso intensivo de capital, o retorno começa a se dar somente após dez anosâ?, afirma Jansen.
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OPORTUNIDADES
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Algumas empresas até veem no momento delicado que o paÃs atravessa uma janela de oportunidades.
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Reinaldo Garcia, presidente e CEO da GE para a América Latina, diz saber de empreiteiras estrangeiras, principalmente espanholas, que estão de olho nos desdobramentos do escândalo da Petrobras. â??Representa uma chance de entrarem em um mercado difÃcil, fechado.â?
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Para outras companhias, segmentos que estão crescendo devem continuar a mostrar bom desempenho.
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Roberto Wagmaister, presidente do Grupo Assa, consultoria argentina em tecnologia da informação, afirma que o Brasil é a principal aposta para dobrar o faturamento da empresa até 2017.
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â??Vemos o Brasil como um dos principais mercados para implantar novas tecnologias de informação, como o big dataâ??, principalmente nas médias empresas. Não vamos concorrer com a IBM, que já possui a conta de grandes companhias. Estamos atrás de nichos de mercado.â?
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EXPECTATIVA
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Segundo Evaldo Alves, especialista em comércio exterior da Fundação Getulio Vargas, a crise vivida pelo paÃs não afeta o horizonte das multinacionais.Â
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â??O nosso problema está relacionado ao lucro baixo, frustrado pelo baixo crescimento, que, espera-se, voltará a acelerar dentro da perspectiva estipulada pelas empresasâ?, afirma. Alves diz que os maiores riscos para os investidores são as intervenções do governo no mercado.Â
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â??O que poderia afugentar as empresas seria uma ameaça ao direito de propriedade, como aconteceu na Venezuela ou na Argentina, com a estatização de importantes projetos. Esse risco está longe de ser o brasileiro. Os equÃvocos que levaram à paralisação da economia podem ser consertados em dois ou três anos.â?
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Reginaldo Nogueira, especialista em relações internacionais do Ibmec, diz que, mesmo que os investimentos venham se mantendo, a economia precisa voltar a acelerar, pois nem todo otimismo dura para sempre.
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