Internacional

Rússia chama sanções de "punição coletiva"


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O Ministério do Exterior russo denunciou ontem as novas sanções ocidentais contra a região da Crimeia como uma “punição coletiva” aos moradores do local, que votaram num referendo em março a favor de se juntar à Rússia.

 

A União Europeia e os Estados Unidos adotaram restrições para os investimentos na Crimeia nesta semana, atingindo indivíduos, a exploração de gás de petróleo no Mar Negro e o turismo.

 

No referendo, que a Ucrânia e países ocidentais consideraram ilegal, 97% dos participantes votaram a favor da união da Crimeia com a Federação Russa. O presidente Vladimir Putin assinou então um decreto anexando a península.

 

“A introdução de novas sanções unilaterais contra a Crimeia e a cidade de Sebastopol pelos Estados Unidos e a União Europeia é uma evidência direta de que o Ocidente reconhece que a decisão do moradores do local de se juntar a Rússia foi unânime e voluntária”, disse o ministério, em comunicado.

 

Espionagem

 

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, defendeu ontem a melhoria dos serviços secretos russos para lidar com as “ameaças e desafios modernos”, em meio ao impasse do seu país com o Ocidente sobre a Ucrânia.

 

O comentário se deu numa carta de Putin a veteranos e atuais agentes dos serviços de segurança russos, no dia que Moscou tradicionalmente os homenageia.

 

“Eu enfatizo que as ameaças e desafios modernos requerem um aumento na eficiência de todo o sistema de serviços especiais domésticos”, afirmou Putin, de acordo com a carta divulgada pelo Kremlin.

 

As tarefas principais para os serviços russos são a luta contra o terrorismo internacional e “qualquer tentativa de serviços estrangeiros de afetar a Rússia e seus interesses políticos e econômicos”, disse ele.

 

 

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