Tribuna do Leitor

Corrupção, espiral maldita!


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Venina Veloso da Fonseca, geóloga, 24 anos de Petrobras, mandou bem o seu recado. E não se furtou: deu nomes aos bois camuflados de moral ilibada. Nas primeiras denúncias, já na sala do chefe Paulo Roberto, ouviu "se ela queria derrubar todo mundo", e viu o poderoso chefinho apontar com o dedo a foto do poderoso chefão. Numa avaliação simplista, pronto: ali estava o culpado-mor, o presidente Lula. Mas não é bem assim...

Em geometria, o enunciado de Espiral pode ser: "Linha curva plana que gira em torno de um ponto chamado polo, dele seafastando ou se aproximando segundo uma determinada lei". Continuando : "Quando se volta para a direita, é chamada de dextrogira. E quando se volta para a esquerda, é sinistrogira." Nessa definição da ciência exata, Lula já leva uma jocosa desvantagem.

Contudo, há que se entender que o dinheiro solicitado de modo compulsório por Ségio Guerra, para "abafar" a CPI que se instalava no Congresso, foram denunciados como sendo uma merreca de 10 milhões. E é preciso somar mais 20 milhões que Roberto Campos igualmente pediu à Petrobras, também. Portanto, conta-se nas costas de dois defuntos 30 milhões... e nem um tostão para mais ninguém do PSDB, DEM e nanicos da nossa política. (Lembremos que a corrupção soma bilhões, e não essa irrisível quantia até agora apurada).

Quanto à espiral, conhece-se somente, tão somente, o chamado polo. O restante dos pontos que formam a linha no seu curso, somem no infinito... Somem porque não se aproxima da verdade, segundo uma determinada lei: A lei do caráter, da honradez entre aqueles que juram defender a Pátria no Congresso.

Ah, sim... o polo é a Petrobras. Mas os réus, a se perderem de vista, terão os processos arquivados e os nomes impronunciados, exceto os que se voltaram para a esquerda, configurando a sinistrogira.

Antonio Ribeiro Corrêa

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